O ministro das Relações Exteriores de Israel , Gideon Sa’ar, anunciou nesta terça-feira (13) que o país rompeu contato com sete agências e entidades vinculadas às Nações Unidas . O chanceler disse que a decisão foi tomada após “avaliação do cenário internacional” e das medidas adotadas recentemente pelo governo dos Estados Unidos sobre organismos multilaterais.
Entre as agências que tiveram uma ruptura com o Governo de Israel estão a ONU Mulheres e a Aliança de Civilizações, em que a chancelaria israelense declarou que “cortará imediatamente todo contato”. Além delas, o Escritório do Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para Crianças e Conflitos Armados também teve as relações cortadas, depois da inclusão de Israel à lista de países que cometem “violações muito graves” dos direitos das crianças em conflitos armados.
Sobre a ONU Mulheres, o Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que a organização ignorou denúncias de violência sexual nos ataques terroristas de 7 de outubro de 2023. Por sua vez, a Aliança de Civilizações foi classificada como uma “plataforma para ataques” contra o país.
Na lista das agências com contato rompido por Israel ainda estão: a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento e a Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental. Ambas são acusadas de publicarem “relatórios anti-israelenses”. A ONU Energia e o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento também tiveram as relações cortadas, pois, segundo a Chancelaria israelense, as organizações minam “a capacidade dos países soberanos de aplicar usas próprias leis de imigração”.
Essas medidas foram tomadas após o Parlamento de Israel aprovar uma reforma que declarou ilegal no país a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos, ocorrida em 30 de dezembro. Com a mudança, a agência teve bens embargados e instalações expropriadas em Jerusalém Oriental, e também perdeu a imunidade.