A Rússia condenou neste sábado (3) a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela , afirmando que não havia justificativa para o ataque e que a hostilidade ideológica prevaleceu sobre a diplomacia. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores russo declarou que se tratou de um ato de agressão armada e classificou o episódio como motivo de profunda preocupação, defendendo que a América Latina permaneça como uma zona de paz diante do agravamento da crise regional.
Segundo a chancelaria russa, a ofensiva norte-americana representa uma ruptura com o pragmatismo e eleva a tensão internacional. A manifestação de Moscou ocorreu no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados após o ataque. Autoridades venezuelanas relataram múltiplas explosões durante a madrugada em Caracas e em outras regiões do país, o que levou o governo a declarar estado de emergência.
Na Europa, a Espanha informou, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, que se colocou à disposição para atuar como mediadora com o objetivo de buscar uma solução pacífica para a situação na Venezuela. A iniciativa foi anunciada em comunicado oficial, no qual o governo espanhol destacou a necessidade de diálogo diante do cenário de instabilidade e do impacto regional provocado pelos acontecimentos.
O Irã, aliado de Caracas, também condenou a ação militar dos Estados Unidos, classificando-a como violação flagrante da soberania e da integridade territorial venezuelanas. O governo iraniano solicitou que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas atue de forma imediata para interromper o que chamou de agressão ilegal. Já a Alemanha informou que acompanha a situação com preocupação, mantendo contato próximo com sua embaixada em Caracas e prevendo a reunião de uma equipe de crise ao longo do dia.
A União Europeia também se manifestou por meio de sua chefe da diplomacia, Kaja Kallas, que pediu moderação e afirmou que o bloco monitora de perto os desdobramentos. Na América Latina, o presidente da Argentina, Javier Milei, foi o único a demonstrar apoio público à ofensiva, enquanto Cuba, por meio de seu líder Miguel Díaz-Canel, e o ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, condenaram o ataque e pediram reação da comunidade internacional.