A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez , cobrou neste sábado (3) que o governo dos Estados Unidos apresente provas de vida do ditador Nicolás Maduro , após a confirmação de que ele foi capturado durante ataques realizados em território venezuelano. Segundo ela, o paradeiro de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, é desconhecido.

Em pronunciamento, Delcy classificou a situação como “brutal” e afirmou que o regime venezuelano não recebeu qualquer informação oficial sobre o destino de Maduro. “Exigimos do governo de Donald Trump uma prova de vida imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama”, declarou.

A vice-presidente também afirmou que Maduro já havia alertado a população sobre a possibilidade de uma ofensiva desse tipo, atribuindo a ação ao que chamou de interesses energéticos dos Estados Unidos. Para ela, o ataque confirma um cenário de agressão previamente anunciado pelo governo norte-americano.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que Nicolás Maduro foi capturado e levado para fora da Venezuela. A declaração foi feita na rede social Truth Social, onde Trump afirmou que forças norte-americanas conduziram ataques contra o país. Segundo ele, a operação foi realizada em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos, e uma coletiva de imprensa está prevista para as 13h (horário de Brasília).

Neste sábado, ataques foram registrados em diversas regiões da Venezuela, incluindo Caracas. Diante das explosões na capital, a Embaixada dos Estados Unidos em Bogotá alertou seus cidadãos para que não viajem à Venezuela sob nenhuma circunstância, além de recomendarem que evitem as áreas de fronteira com Colômbia, Brasil e Guiana.

Em resposta, a ditadura venezuelana acusou os Estados Unidos de promoverem uma agressão militar em larga escala. Em comunicado divulgado pela imprensa internacional, foi decretado estado de emergência em todo o país, com um chamado à mobilização nacional. “Todo o país deve se mobilizar para derrotar essa agressão imperialista”, diz a nota oficial.

Sem anúncio no momento

O regime também afirmou rejeitar o que classificou como uma “grave agressão militar” contra áreas civis e militares de Caracas e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo o comunicado, forças sociais, políticas e militares foram acionadas para garantir a soberania e a segurança do país.

A escalada do conflito ocorre em meio à ofensiva dos Estados Unidos na região, justificada oficialmente pelo combate ao tráfico internacional de drogas. Nesse contexto, Nicolás Maduro passou a ser alvo direto das ameaças de Trump, após Washington apontá-lo como líder do Cartel de los Soles, grupo classificado recentemente como organização terrorista internacional.

O ataque acontece dois dias depois de Maduro declarar publicamente que estaria disposto a dialogar com Trump, ressaltando que qualquer negociação precisaria ocorrer com “fatos em mãos”.

A crise também provocou reações internacionais. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nas redes sociais que Caracas está sendo bombardeada e pediu uma reunião imediata da OEA e da ONU. “Alerta para o mundo inteiro. Atacaram a Venezuela”, escreveu.