O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , voltou a pressionar o governo mexicano nesta segunda-feira (23) por medidas mais rigorosas no combate aos cartéis e ao tráfico de drogas. A declaração ocorreu um dia após a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, apontado como líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG).

O chefe da Casa Branca mencionou uma entrevista concedida por Derek Maltz, ex-administrador interino da Administração de Repressão às Drogas (DEA), à emissora Fox News. Na conversa, Maltz afirmou que a atual crise de segurança no México representa um alerta global sobre a influência e a violência dos cartéis mexicanos.

Foto: ONU/Loey Felipe
Donald Trump

Em publicação na rede Truth Social, Trump reiterou que o México precisa intensificar suas ações contra organizações criminosas e o tráfico de entorpecentes — pauta que já vinha sendo defendida por ele desde o ano passado, quando seu governo lançou uma ofensiva voltada ao enfrentamento das redes responsáveis pelo envio de drogas aos Estados Unidos.

De acordo com autoridades, serviços de inteligência norte-americanos forneceram informações que contribuíram para a operação realizada no fim de semana por forças de segurança mexicanas. Os EUA mantinham uma recompensa de até 15 milhões de dólares por dados que levassem à captura ou condenação de El Mencho, acusado de comandar uma rede violenta ligada principalmente ao tráfico de fentanil.

O secretário de Segurança e Proteção Cidadã do México, Omar García Harfuch, informou que 25 integrantes da Guarda Nacional morreram no domingo durante confrontos desencadeados após a morte do narcotraficante. Segundo ele, ao menos 30 membros do cartel também foram mortos na operação.

No total, foram registrados 27 ataques contra forças de segurança em diferentes regiões do país. Seis deles ocorreram no estado de Jalisco, onde morreram 25 militares, além de um agente penitenciário e um integrante da procuradoria estadual. Já em Michoacán, estado vizinho, ocorreram 15 ações armadas que deixaram 15 agentes das forças estaduais e municipais feridos.

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