Os 11 presos durante a Operação DF Group, deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), foram transferidos para a Cadeia Pública de Altos. A decisão foi tomada pelo juízo da Central de Audiência de Custódia, após a realização das audiências dos investigados.
A operação investiga um suposto esquema envolvendo crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro por meio da empresa DF Group, apontada pela polícia como responsável por prejuízos a mais de 70 vítimas em Teresina.
Entre os presos estão o CEO e proprietário da empresa, Douglas Fonseca Araújo, além de Ícaro Teixeira de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, apontada como gerente da DF Group, Eduardo Lima de Sousa, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu, Janda Maira de Sousa Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo, Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo e Lucas Soares Coutinho, que estava foragido.
Os dez primeiros foram presos na sexta-feira (10), durante uma ação realizada na sede da empresa, localizada no edifício comercial Eurobusiness, na Avenida Raul Lopes, zona leste de Teresina. O 11º investigado, Lucas Soares Coutinho, se apresentou à Polícia Civil neste sábado e também passou por audiência de custódia. Um dos alvos da operação, Tharsio Moura Soares Gusmão, continua foragido.
Operação cumpriu mandados e bloqueou bens
A Operação DF Group foi deflagrada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI), da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, com o objetivo de cumprir 12 mandados de prisão, busca e apreensão, além de determinar bloqueio de contas, apreensão de veículos e suspensão das atividades comerciais da empresa.
As diligências foram realizadas na sede da DF Group, que funcionava na zona leste de Teresina. De acordo com a investigação, a empresa se apresentava como atuante no mercado financeiro há cerca de sete anos, mas teria registrado e cancelado CNPJs em um intervalo de apenas dois anos.
Polícia aponta prejuízo a dezenas de vítimas
Segundo a SSP-PI, o grupo investigado teria atraído investidores com a promessa de rendimentos de 10% ao mês. O delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas, afirmou que o esquema pode ter feito pelo menos 70 vítimas somente em Teresina.
A polícia acredita que o número de pessoas prejudicadas pode aumentar após a divulgação da operação. O delegado Roni Silveira informou que a SSP-PI mantém diálogo com a Polícia Civil de São Paulo, após informações sobre outro processo envolvendo o proprietário da empresa. “Eu acredito que o número de vítimas que imaginamos até o momento vai aumentar, e muito, a partir de agora, que as pessoas já estão sabendo das prisões. Em Teresina, poderíamos tratar facilmente de 70 vítimas. A gente está dialogando com a Polícia de São Paulo devido às notícias de que lá também há um processo”, afirmou.
O delegado Matheus Zanatta reforçou que vítimas da DF Group podem procurar a polícia para registrar boletim de ocorrência. Os registros podem ser feitos pelo número 0800 086 0190, por meio do WhatsApp, em qualquer delegacia ou diretamente na Secretaria de Segurança.
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Izabella Furtado
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