A ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã no último sábado (28), que culminou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei , desencadeou uma reação imediata no Congresso americano. Parlamentares passaram a articular medidas para restringir a autonomia do presidente Donald Trump em decisões de guerra.
Lideranças democratas pressionam por uma votação que imponha freios formais a qualquer nova escalada no conflito sem autorização expressa do Legislativo.
A iniciativa se apoia na Lei de Poderes de Guerra de 1973, criada justamente para evitar ações militares prolongadas sem o aval do Congresso. Senadores como Charles Schumer e Tim Kaine, além do deputado Hakeem Jeffries, articulam uma resolução que obrigue a Câmara a deliberar sobre qualquer nova fase da campanha contra Teerã.
A Casa Branca sustenta que líderes de comissões estratégicas foram informados previamente, mas a falta de detalhes alimentou a insatisfação de parte dos parlamentares, que cobram esclarecimentos formais sobre os objetivos e os fundamentos legais da operação.
Democratas acusam Trump de contrariar o discurso eleitoral contra “guerras intermináveis”, enquanto republicanos se dividem entre o apoio à ação militar e a preocupação com o equilíbrio entre os Poderes.