O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (6) uma nova leva de documentos relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein . Entre os arquivos estão memorandos do Federal Bureau of Investigation (FBI) que registram entrevistas com uma mulher que apresentou acusações contra Epstein e também contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump . Segundo o próprio departamento, os documentos não haviam sido tornados públicos anteriormente porque foram classificados por engano como arquivos duplicados.
Os registros revelam que agentes do FBI realizaram quatro entrevistas com a mulher em 2019. Durante os depoimentos, ela afirmou ter sido vítima de abuso sexual por parte de Epstein e alegou que também teria sido abusada por Trump na década de 1980, quando tinha entre 13 e 15 anos. Os relatos incluídos nos memorandos apresentam detalhes sobre as acusações, mas indicam que os investigadores não mantiveram novos contatos com a denunciante após a realização dessas entrevistas.
De acordo com o material divulgado, a mulher procurou autoridades federais pouco depois da prisão de Epstein, ocorrida em 2019. Nas declarações prestadas ao FBI, ela disse que foi apresentada a Trump pelo próprio Epstein e que teria sido levada a locais em Nova York ou Nova Jersey, onde os supostos abusos teriam ocorrido. Os documentos tornados públicos não mencionam a abertura de acusações formais ou processos decorrentes dessas alegações.
Em comunicado publicado na rede social X, o Departamento de Justiça informou que identificou 15 documentos que haviam sido “classificados incorretamente como duplicados”. A pasta também declarou que revisou o conteúdo antes da divulgação para remover informações pessoais identificáveis e imagens de natureza sexual. Além disso, outros arquivos disponíveis no site oficial que reúne material do caso foram temporariamente retirados do ar para passar por revisão adicional.
Até o momento, não foi apresentada evidência pública que confirme as acusações feitas contra Trump nos depoimentos registrados pelo FBI. Em nota, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que as alegações são “completamente infundadas” e “sem qualquer evidência crível”. Ela também declarou que o Departamento de Justiça, durante o governo de Joe Biden, teve conhecimento das alegações por quatro anos e não apresentou acusações formais. Epstein morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual.