Um pastor foi assassinado e cerca de 40 fiéis acabaram sequestrados durante um ataque realizado por homens armados na terça-feira (28), em uma igreja evangélica no estado de Ekiti, no sudoeste da Nigéria . De acordo com informações da agência EFE, autoridades locais e testemunhas relataram que as vítimas participavam de um culto na Igreja Apostólica de Cristo, situada na área de governo local de Ilejemeje, quando homens armados invadiram o local por volta das 20h30 (horário local, 16h30 em Brasília).
“A congregação se dispersou abruptamente e todos correram em diferentes direções para encontrar uma rota de fuga. Infelizmente, o pastor foi assassinado e os homens armados levaram muitos fiéis, ao menos 40”, relatou uma testemunha à EFE. A violência contra cristãos por grupos extremistas, como Estado Islâmico e Boko Haram, tem aumentado na Nigéria nos últimos anos, dentro de um cenário mais amplo de disputas territoriais e étnicas no país.
A organização local Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito estima que cerca de 52 mil cristãos e 34 mil muçulmanos moderados foram mortos na Nigéria entre 2009 e 2023. Ainda segundo a entidade, aproximadamente 18 mil igrejas foram alvo de ataques entre 2015 e 2023.
Diante desse cenário, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em outubro do ano passado que, caso o governo nigeriano continuasse “permitindo o assassinato de cristãos”, os EUA poderiam suspender a ajuda ao país africano e até realizar ações dentro do território nigeriano “para eliminar completamente os terroristas islâmicos que estão cometendo essas atrocidades horríveis”.
Em dezembro, forças norte-americanas realizaram bombardeios contra o Estado Islâmico no norte da Nigéria, com base em informações de inteligência fornecidas pelo próprio país africano.
No último dia 14, a polícia nigeriana informou a prisão de 33 suspeitos de integrar uma quadrilha responsável pelo sequestro de 38 fiéis em novembro de 2025, em uma igreja católica no estado de Kwara.
O ataque, ocorrido na cidade de Eruku em 18 de novembro, interrompeu uma missa e terminou com a morte de duas pessoas antes do sequestro dos sobreviventes, incluindo o sacerdote.
Diante da escalada de ataques e sequestros em massa, frequentemente direcionados a templos religiosos e escolas, o presidente nigeriano, Bola Ahmed Tinubu, declarou recentemente estado de emergência em segurança nacional e autorizou a contratação de 20 mil novos policiais.