A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o presidente da Argentina, Javier Milei , visite o ex-chefe do Executivo em Brasília. O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (17), e o encontro foi previsto para o dia 25 de julho, a partir das 16h. De acordo com os advogados, Milei deverá comparecer acompanhado de integrantes de sua comitiva oficial, cujos nomes foram incluídos na solicitação encaminhada ao Supremo.
Segundo a defesa de Bolsonaro, a visita depende de autorização judicial. Até o momento, Alexandre de Moraes ainda não se manifestou sobre o pedido. Os advogados informaram ao STF a relação das pessoas que deverão acompanhar o presidente argentino durante o encontro previsto na capital federal.
Javier Milei já havia anunciado, na semana passada, que viajaria ao Brasil. Na ocasião, o presidente argentino afirmou que pretendia apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A data indicada para a visita coincide com a convenção nacional do Partido Liberal (PL), evento destinado à oficialização da candidatura e etapa obrigatória para o registro na Justiça Eleitoral.
Flávio Bolsonaro e Javier Milei estiveram juntos no último dia 29 de junho, em Buenos Aires. Na ocasião, o presidente argentino publicou uma foto ao lado do senador e escreveu: "Vem aí a maré azul para o Brasil". Em seguida, Flávio compartilhou a publicação e respondeu: "Obrigado por todo carinho e consideração, Javier Milei. Você é um exemplo para o mundo. Que a maré azul liberte todas as Américas."
A expressão "maré azul" tem sido utilizada por políticos de direita na América Latina para fazer referência ao avanço de governos alinhados a esse campo político, em contraposição à cor vermelha, tradicionalmente associada à esquerda. A agenda de Javier Milei no Brasil ainda não foi confirmada oficialmente e a realização da visita depende da decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre o pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro.