MIAMI, 14 Nov 2011 (AFP) -A América Latina, cuja previsão de crescimento é de 4% para 2012, tem "munição adequada" para enfrentar o impacto da crise nos Estados Unidos e na União Europeia (UE), mas não está imune a ela, advertiram os banqueiros reunidos nesta segunda-feira no encontro anual da Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban).
"A região tem condições suficientes para proteger suas finanças públicas caso elas sejam atingidas por uma queda na produção e na demanda", disse o presidente da Felaban, Oscar Rivera, na abertura da 15ª Reunião anual desta organização em Miami nesta segunda-feira.
Banqueiros e especialistas em finanças presentes na reunião concordaram que, pela primeira vez, "a América Latina é um observador da crise e a dinâmica da economia é um dos seus pontos fortes". A região vai crescer 4,7% este ano, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
Mas, apesar das boas perspectivas, com sete países com grau de investimento pelas agências de rating internacionais (México, Brasil, Chile, Peru, Panamá, Costa Rica e Colômbia), caso a crise europeia arraste os EUA, a China e a Índia, a situação pode ficar complicada para as economias da região.
"É importante que os bancos na região monitorem os eventos da economia global e mantenham planos de ação para o caso de um deterioramento das condições econômicas mundiais", disse Rivera, que também preside a Associação de Bancos do Peru.
"Em um mundo global, às dificuldades de outros países acaba afetando a todos, de uma maneira ou outra", disse Rivera na reunião que contou com a participação de 2.000 banqueiros de 50 países sob o patrocínio do Bankers Association of Florida (FIBA).
Nicolas Eyzaguirre, diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a região também alertou sobre a necessidade de criar "políticas econômicas extremamente prudentes" para o caso de uma queda nos preços das commodities, apesar de não acreditar que a crise da Europa represente uma forte ameaça para a região.
A China e a América Latina são as duas regiões que têm melhor resistido à crise financeira global para fortalecer suas relações comerciais, mas como os especialistas ainda não conseguiram dimensionar a magnitude da crise na Eurozona e nos Estados Unidos, a cautela continua aconselhável, disseram analistas no evento.
"Não é possível prever os preços das commodities, por isso é preciso cautela", disse Eyzaguirre. "É preciso formar estoques (reservas para perdas)", completou.
"A região tem condições suficientes para proteger suas finanças públicas caso elas sejam atingidas por uma queda na produção e na demanda", disse o presidente da Felaban, Oscar Rivera, na abertura da 15ª Reunião anual desta organização em Miami nesta segunda-feira.
Banqueiros e especialistas em finanças presentes na reunião concordaram que, pela primeira vez, "a América Latina é um observador da crise e a dinâmica da economia é um dos seus pontos fortes". A região vai crescer 4,7% este ano, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
Mas, apesar das boas perspectivas, com sete países com grau de investimento pelas agências de rating internacionais (México, Brasil, Chile, Peru, Panamá, Costa Rica e Colômbia), caso a crise europeia arraste os EUA, a China e a Índia, a situação pode ficar complicada para as economias da região.
"É importante que os bancos na região monitorem os eventos da economia global e mantenham planos de ação para o caso de um deterioramento das condições econômicas mundiais", disse Rivera, que também preside a Associação de Bancos do Peru.
"Em um mundo global, às dificuldades de outros países acaba afetando a todos, de uma maneira ou outra", disse Rivera na reunião que contou com a participação de 2.000 banqueiros de 50 países sob o patrocínio do Bankers Association of Florida (FIBA).
Nicolas Eyzaguirre, diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a região também alertou sobre a necessidade de criar "políticas econômicas extremamente prudentes" para o caso de uma queda nos preços das commodities, apesar de não acreditar que a crise da Europa represente uma forte ameaça para a região.
A China e a América Latina são as duas regiões que têm melhor resistido à crise financeira global para fortalecer suas relações comerciais, mas como os especialistas ainda não conseguiram dimensionar a magnitude da crise na Eurozona e nos Estados Unidos, a cautela continua aconselhável, disseram analistas no evento.
"Não é possível prever os preços das commodities, por isso é preciso cautela", disse Eyzaguirre. "É preciso formar estoques (reservas para perdas)", completou.
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