O futuro chefe do governo italiano, Mario Monti, disse nesta segunda-feira que os italianos poderão ter que fazer mais sacrifícios para cumprir as medidas necessárias para que o país saia da crise. Monti substitui Silvio Berlusconi, que renunciou no sábado.
Interrogado durante uma coletiva de imprensa sobre o que esperava dos italianos, Monti respondeu: "Sangue? Não. Lágrimas? Menos ainda. Sacrifícios? Talvez". Segundo o novo primeiro-ministro italiano, seu governo deverá permanecer no poder até 2013, mas não há uma data certa. "Uma duração pré-estabelecida tiraria toda sua credibilidade", afirmou.
O economista e ex-comissário europeu começou a preparar nesta segunda-feira a nova lista de ministros, enquanto os mercados respondem com ceticismo a sua nomeação. Monti, um renomado economista conhecido por seu rigor, terá que acabar com a fase de instabilidade financeira e aliviar a tensão dos mercados, que na semana passada deixaram a Itália à beira do precipício.
A lista de ministros deve ser divulgada até sexta-feira e deve ser formada principalmente por burocratas. A intenção é obter o apoio do Parlamento para impulsionar as medidas acordadas com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O economista tem pela frente uma dívida pública de 1,9 trilhão de euros, além do desafio de relançar uma economia estagnada há uma década. Pressionado pelos mercados, Monti já começou a se reunir com os principais líderes políticos e sociais do país. A saída de Berlusconi
Berlusconi prometeu renunciar após uma série de escândalos de corrupção e envolvendo sua vida pessoal. No dia 8, o agora ex-primeiro-ministro sofreu um duro golpe no Congresso. Na ocasião, somente 308 - dos 630 deputados - continuaram a apoiar o premiê, durante uma votação sobre as contas do governo. Além disso, a economia italiana se vê ameaçada devido à crise na zona do euro. A dívida pública do país já atinge 120% do Produto Interno Bruto (PIB). Em troca da renúncia, o político pediu que a Lei de Austeridade, proposta pelo governo, fosse aprovada.
O texto passou pelo Congresso no dia 12 de novembro e contém medidas para economizar 59,8 bilhões de euros e equilibrar o orçamento do país até 2014, entre elas: o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), de 20% para 21%; o congelamento dos salários de servidores até 2014; a alta da idade mínima de aposentadoria para as trabalhadoras do setor privado, de 60 anos em 2014 para 65 em 2026; aperto nas medidas contra a evasão fiscal; e um imposto especial para o setor de energia.
Interrogado durante uma coletiva de imprensa sobre o que esperava dos italianos, Monti respondeu: "Sangue? Não. Lágrimas? Menos ainda. Sacrifícios? Talvez". Segundo o novo primeiro-ministro italiano, seu governo deverá permanecer no poder até 2013, mas não há uma data certa. "Uma duração pré-estabelecida tiraria toda sua credibilidade", afirmou.
O economista e ex-comissário europeu começou a preparar nesta segunda-feira a nova lista de ministros, enquanto os mercados respondem com ceticismo a sua nomeação. Monti, um renomado economista conhecido por seu rigor, terá que acabar com a fase de instabilidade financeira e aliviar a tensão dos mercados, que na semana passada deixaram a Itália à beira do precipício.
A lista de ministros deve ser divulgada até sexta-feira e deve ser formada principalmente por burocratas. A intenção é obter o apoio do Parlamento para impulsionar as medidas acordadas com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O economista tem pela frente uma dívida pública de 1,9 trilhão de euros, além do desafio de relançar uma economia estagnada há uma década. Pressionado pelos mercados, Monti já começou a se reunir com os principais líderes políticos e sociais do país. A saída de Berlusconi
Berlusconi prometeu renunciar após uma série de escândalos de corrupção e envolvendo sua vida pessoal. No dia 8, o agora ex-primeiro-ministro sofreu um duro golpe no Congresso. Na ocasião, somente 308 - dos 630 deputados - continuaram a apoiar o premiê, durante uma votação sobre as contas do governo. Além disso, a economia italiana se vê ameaçada devido à crise na zona do euro. A dívida pública do país já atinge 120% do Produto Interno Bruto (PIB). Em troca da renúncia, o político pediu que a Lei de Austeridade, proposta pelo governo, fosse aprovada.
O texto passou pelo Congresso no dia 12 de novembro e contém medidas para economizar 59,8 bilhões de euros e equilibrar o orçamento do país até 2014, entre elas: o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), de 20% para 21%; o congelamento dos salários de servidores até 2014; a alta da idade mínima de aposentadoria para as trabalhadoras do setor privado, de 60 anos em 2014 para 65 em 2026; aperto nas medidas contra a evasão fiscal; e um imposto especial para o setor de energia.
Ver todos os comentários | 0 |