DAMASCO, Síria, 16 dez 2011 (AFP) -Ao menos 200 mil pessoas se manifestaram nesta sexta-feira nas ruas da cidade de Homs, no centro da Síria, contra o regime do presidente Bashar al-Assad, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
"Mais de 200 mil manifestantes ocuparam cerca de dez ruas de Homs nas primeiras horas do dia", afirmou o OSDH, com sede na Grã-Bretanha.
Ainda segundo o OSDH, dez civis morreram hoje no país, por disparos das forças de segurança, sete deles em Homs, um em Hama, um em Daraa (sul) e outro em Saqba, próximo a Damasco.
As manifestações desta sexta-feira aconteceram em protesto contra a suspensão de um encontro da Liga Árabe sobre a Síria, previsto para este sábado, em um momento em que a Rússia, aliada de Damasco, apresenta uma resolução na ONU sobre o país. A Liga concordou em dar mais tempo ao regime sírio.
Também ocorreram manifestações nas ruas de Damasco, Idleb (noroeste), Deir Ezzor (leste), Hama (centro), Banias e Latakia (noroeste), de acordo com o OSDH e os Comitês Locais de Coordenação, apesar da presença massiva de tropas nas zonas das mesquitas, ponto de encontro dos manifestantes.
Na quinta-feira à noite, o número dois da Liga Árabe, Ahmed Ben Helli, disse que o encontro de amanhã, no Cairo, foi adiado indefinidamente, enquanto as conversas com Damasco sobre a proposta de envio de observadores para monitorar a implantação de um plano para proteger civis sírios prosseguirem.
O chefe da Liga Árabe também se reuniu na quinta-feira com membros do opositor Conselho Nacional Sírio, antes de um encontro de três dias na Tunísia, que começa hoje.
O líder do Conselho, Burhan Ghaliun, disse que é vital que a oposição aproxime suas fileiras, depois da formação, em Istambul, da Aliança Nacional, outro grupo opositor ao regime de Assad.
Moscou surpreendeu os membros do Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira ao propor uma resolução condenando a violência na Síria, depois de meses de divergências com outras potências mundiais sobre como responder à crise.
A resolução condena tanto o governo de Assad quanto os grupos de oposição, dividindo a culpa pelo banho de sangue, em desacordo com a posição ocidental de acusar diretamente o regime de Assad.
O porta-voz do ministro russo das Relações Exteriores, Alexander Lukashevich, alertou que o projeto não deve ser, de forma alguma, considerado como um sinal para a "interferência externa nas questões domésticas da Síria".
"Mais de 200 mil manifestantes ocuparam cerca de dez ruas de Homs nas primeiras horas do dia", afirmou o OSDH, com sede na Grã-Bretanha.
Ainda segundo o OSDH, dez civis morreram hoje no país, por disparos das forças de segurança, sete deles em Homs, um em Hama, um em Daraa (sul) e outro em Saqba, próximo a Damasco.
As manifestações desta sexta-feira aconteceram em protesto contra a suspensão de um encontro da Liga Árabe sobre a Síria, previsto para este sábado, em um momento em que a Rússia, aliada de Damasco, apresenta uma resolução na ONU sobre o país. A Liga concordou em dar mais tempo ao regime sírio.
Também ocorreram manifestações nas ruas de Damasco, Idleb (noroeste), Deir Ezzor (leste), Hama (centro), Banias e Latakia (noroeste), de acordo com o OSDH e os Comitês Locais de Coordenação, apesar da presença massiva de tropas nas zonas das mesquitas, ponto de encontro dos manifestantes.
Na quinta-feira à noite, o número dois da Liga Árabe, Ahmed Ben Helli, disse que o encontro de amanhã, no Cairo, foi adiado indefinidamente, enquanto as conversas com Damasco sobre a proposta de envio de observadores para monitorar a implantação de um plano para proteger civis sírios prosseguirem.
O chefe da Liga Árabe também se reuniu na quinta-feira com membros do opositor Conselho Nacional Sírio, antes de um encontro de três dias na Tunísia, que começa hoje.
O líder do Conselho, Burhan Ghaliun, disse que é vital que a oposição aproxime suas fileiras, depois da formação, em Istambul, da Aliança Nacional, outro grupo opositor ao regime de Assad.
Moscou surpreendeu os membros do Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira ao propor uma resolução condenando a violência na Síria, depois de meses de divergências com outras potências mundiais sobre como responder à crise.
A resolução condena tanto o governo de Assad quanto os grupos de oposição, dividindo a culpa pelo banho de sangue, em desacordo com a posição ocidental de acusar diretamente o regime de Assad.
O porta-voz do ministro russo das Relações Exteriores, Alexander Lukashevich, alertou que o projeto não deve ser, de forma alguma, considerado como um sinal para a "interferência externa nas questões domésticas da Síria".
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