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Internacional

Brasil está atrás do Panamá no ranking global de competitividade

Apesar do avanço, o Brasil continua sendo considerado um país menos competitivo do que economias menos expressivas

Apesar do avanço, o Brasil continua sendo considerado um país menos competitivo do que economias menos expressivas, como Panamá, Omã, Tunísia, Chipre e Malta. Também ficou entre os últimos colocados em variáveis como qualidade da educação (115a) e rigidez de regras trabalhistas (118o).

Para Arruda, a classificação geral do Brasil retrata as disparidades de um país que tem de um lado um grande mercado e uma sofisticação empresarial e financeira elevada, mas onde indicadores básicos de educação e saúde ainda são bastante ruins, e uma infraestutura falha e o marco regulatório também emperram os negócios.

O país teria avançado mais em competitividade nos anos recentes caso houvesse promovido reformas em áreas como a trabalhista e a tributária, e investido de forma mais expressiva em infraestrutura e saúde, afirmou Arruda, que é coordenador do Núcleo de Inovação e Competitividade da Fundação Dom Cabral.

"O Brasil avançou, mas fica no mesmo lugar", afirmou, acrescentando que, apesar do grande mercado, o país ainda é um "lugar difícil" para as empresas.

Outro ranking de competitividade preparado pela Fundação Dom Cabral no primeiro semestre deste ano, em parceria com o International Institute for Management Development, mostrou uma queda da classificação do Brasil.

As duas sondagens têm diferenças de metodologias e, na primeira pesquisa, pesou contra o Brasil uma queda da produtividade no trabalho --resultante do fato de o emprego ter crescido mais do que o Produto Interno Bruto (PIB) no período analisado. Essa variável não é levada em conta no ranking do Fórum Econômico Mundial.

Na pesquisa divulgada esta semana, o Brasil teve a piora mais expressiva na variável "estabilidade macroeconômica", que passou da 111a para a 115a posição. Nesse caso, o fator determinante foi uma mudança de metodologia, porque a pesquisa passou a considerar nas estatísticas fiscais do país o endividamento dos Estados e municípios, o que não ocorria até então.

Também pesa contra o Brasil o spread bancário --diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetivamente cobrada nos empréstimos aos consumidores--, variável em que ficou na 136a posição, mesma colocação do nível anterior.

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