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Internacional

ONU afirma que milícia e rebeldes da Síria cometeram crimes de guerra

Conselho de Direitos Humanos concluiu que houve crimes contra a humanidade, como tortura.

Um painel do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que as forças governamentais sírias, as milícias ligadas a Damasco e os grupos rebeldes que combatem o governo de Bashar Assad perpetraram crimes de guerra e contra a humanidade no decorrer do conflito, iniciado no primeiro semestre do ano passado.

O painel indicado pelo Conselho de Direitos Humanos responsabiliza as forças do governo e uma milícia aliada por um massacre no qual morreram mais de cem civis, em maio, no povoado de Houla. Crianças compunham quase a metade do total de mortos no massacre. De acordo com o painel, houve casos de assassinato, tortura, violência sexual e ataques indiscriminados que "apontam para o envolvimento dos mais altos escalões do governo e das forças de segurança" no episódio.

No relatório final entregue nesta quarta-feira, 15, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, composto por 47 países, o painel também acusa os rebeldes de cometerem crimes de guerra, assassinatos, execuções extrajudiciais e tortura, "mas em menor escala e frequência".

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