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Internacional

Exército do Congo rechaça ataques rebeldes coordenados no país

Inicialmente, os homens tomaram o controle da emissora de televisão após dominarem policiais e se instalarem no interior do prédio com dezenas de reféns.

Tropas congolesas mataram pelo menos 40 homens durante confrontos para repelir ataques coordenados na capital do país, Kinshasa, no que parece ter sido um levante de partidários do ex-candidato presidencial Joseph Mukungubila.

Mais de 70 homens armados lançaram ataques simultâneos contra o principal aeroporto do país, sedes das Forças Armadas e aos escritórios da emissora nacional de televisão, informou o ministro da Informação Lambert Mende.

Inicialmente, os homens tomaram o controle da emissora de televisão após dominarem policiais e se instalarem no interior do prédio com dezenas de reféns.

Antes de o Exército retomar a emissora, os homens afirmaram que estavam no local para liberar o "povo congolês de (presidente Joseph) Kabila" e que "Mukungubila chegou para libertá-los da escravidão de Ruanda".

Reforços da Guarda Republicana ajudaram os militares a retomar o controle da televisão após mais de uma hora de confronto, disse Mende.

Ataques contra o aeroporto e a sedes militares também foram repelidos. O governo não divulgou o número de mortos e feridos nas Forças Armadas.

Investigadores tentam descobrir se há alguma ligação entre os homens que participaram do ataque e Mukungubila, afirmou Mende.

Eddy Mbuyi, conselheiro de segurança do grupo Oxfam, disse que o ataque parece ter sido realizado por uma nova facção armada leal a Mukungubila.

Mukungubila concorreu nas eleições de 2006 contra Kabila, mas obteve menos de 1% dos votos. Desde então, ele tem acusado Kabila de prejudicar os interesses do país em troca de favores de governos estrangeiros.

O vasto país africano abriga as maiores reservas do mundo de cobalto e de tântalo, um metal cinza azulado usado na manufatura de smartphones e computadores pessoais, mas enfrenta uma série de episódios de insurgência desde o final da década de 1990.

Uma força de paz da ONU de 21 mil homens ajudou o Exército congolês a derrotar, em novembro, uma rebelião de 20 meses contra o grupo rebelde M23. Mukungubila criticou o governo por assinar o acordo de paz e acusou Kabila de "curvar-se aos interesses de Ruanda".

Investigadores da ONU acusam Ruanda e Uganda de apoiar a rebelião do M23, mas os dois países negam. Fonte: Dow Jones Newswires.

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