O ex-vice-presidente interino do Egito, Mohamed ElBaradei, será processado e pode ser preso por traição, informaram fontes judiciais nesta terça-feira, 20. ElBaradei renunciou ao cargo no dia 14 depois de uma megaoperação das forças militares para dispersar acampamentos montados por partidários do presidente deposto Mohamed Morsi, deixando centenas de mortos.
"Ficou difícil para mim continuar a ter responsabilidade por decisões com as quais eu não concordo e cujas consequências eu temo. Não posso carregar a responsabilidade por um derramamento de sangue", disse ElBaradei, em carta ao presidente interino, Adli Mansour.
A corte de Nasr City decidiu analisar o caso no dia 19 de setembro. A acusação contra ElBaradei foi apresentada pelo chefe de Departamento de Direito Criminal da Universidade Helwan, Sayed Ateeq.
Segundo Ateeq, ElBaradei não apresentou nenhuma alternativa ao governo militar egípcio para dispersar os manifestantes pró-Morsi e desconsiderou os "crimes terroristas" cometidos pela Irmandade Muçulmana. Ateeq também afirma que a renúncia de ElBaradei passou ao mundo a impressão de que o governo egípcio usou força excessiva para dispersar os manifestantes.
ElBaradei, ex-chefe da agência de energia nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), era o liberal mais proeminente a apoiar a deposição de Morsi pelos militares depois de uma onda de protestos contra o presidente.
"Ficou difícil para mim continuar a ter responsabilidade por decisões com as quais eu não concordo e cujas consequências eu temo. Não posso carregar a responsabilidade por um derramamento de sangue", disse ElBaradei, em carta ao presidente interino, Adli Mansour.
A corte de Nasr City decidiu analisar o caso no dia 19 de setembro. A acusação contra ElBaradei foi apresentada pelo chefe de Departamento de Direito Criminal da Universidade Helwan, Sayed Ateeq.
Segundo Ateeq, ElBaradei não apresentou nenhuma alternativa ao governo militar egípcio para dispersar os manifestantes pró-Morsi e desconsiderou os "crimes terroristas" cometidos pela Irmandade Muçulmana. Ateeq também afirma que a renúncia de ElBaradei passou ao mundo a impressão de que o governo egípcio usou força excessiva para dispersar os manifestantes.
ElBaradei, ex-chefe da agência de energia nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), era o liberal mais proeminente a apoiar a deposição de Morsi pelos militares depois de uma onda de protestos contra o presidente.
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