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Internacional

Milhares de pessoas protestam contra a vacinação obrigatória em Viena

Marcha foi convocada pelo partido de extrema direita FPÖ.
Por Estadão Conteúdo

Milhares de pessoas protestaram em Viena neste sábado, 11, contra as restrições impostas para combater a covid-19 e a obrigatoriedade da vacina contra a doença, que entrará em vigor em fevereiro.

A manifestação foi convocada pelo partido de extrema direita FPÖ, reuniu adeptos de teorias da conspiração, fundamentalistas cristãos e partidários da extrema direita, que classificam a vacinação obrigatória como "ditadura".

A ideia também é defendida pelo líder do FPÖ, Herbert Kickl, que nos últimos dias garantiu através das redes sociais que seu partido não é contra as vacinas anticovid, mas contra a sua obrigatoriedade. Kickl pediu uma mobilização pacífica neste sábado "pela liberdade e contra o caos e a coerção".

A manifestação começou por volta do meio-dia (horário local, 8h no Brasil) com um ar festivo, apesar das temperaturas próximas de zero grau. Os manifestantes protestaram também contra o lockdown em vigor no país, que terminará à meia-noite deste sábado para a maioria da população, mas continuará valendo para não vacinados, que só poderão sair de casa para trabalhar, estudar ou atender necessidades básicas como comprar alimentos e remédios, caminhar e se exercitar ao ar livre.

"Ditadura", "Vacinação obrigatória = Fascismo" e "Os nazis regressaram", assim como mensagens pedindo a renúncia do governo austríaco foram alguns dos cartazes que os manifestantes exibiram durante a marcha.

Uma versão do famoso slogan da campanha de Donald Trump, Make America Great Again (Torne a América Grande Novamente), foi exibido em um cartaz que dizia "Make Austria Free Again" ("Torne a Áustria livre de novo").

O slogan feminista “Meu corpo, minha escolha”, usado em protestos em todo o mundo em defesa dos direitos reprodutivos, foi parodiado na manifestação.

Embora a concentração mantivesse um tom pacífico, a polícia realizou diversas prisões e fiscalizações para garantir a segurança. Em Viena, 1.400 policiais foram destacados neste sábado para prevenir incidentes e garantir a segurança do protesto.

O governo austríaco, formado por conservadores e ecologistas, foi o primeiro da União Europeia a impor a vacinação obrigatória a toda a população, com multas de até 3.600 euros para quem não se imunizar contra o coronavírus a partir de fevereiro.

Os maiores de 14 anos que residam na Áustria -- exceto mulheres grávidas ou pessoas com problemas médicos -- deverão ser vacinados. No país, 68% da população está totalmente imunizada contra a covid-19.

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