No último domingo (25), a ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, realizou um discurso para trabalhadores do setor petrolífero, no estado de Anzoátegui, onde se concentra um dos principais centros de produção de petróleo do país. Durante sua fala, Delcy afirmou que os Estados Unidos têm pressionado pelo petróleo venezuelano desde a prisão de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.
“Já basta das ordens de Washington sobre os políticos na Venezuela. Deixemos que a política venezuelana resolva nossas divergências e nossos conflitos internos. Chega de potências estrangeiras”, disse a ditadora interina. O presidente norte-americano, Donald Trump, foi quem determinou que os EUA teriam controle sobre o petróleo do país, após invasão ao território venezuelano, que resultou na captura de Maduro.
Um dia após a prisão do ex-ditador, Trump ameaçou Delcy: “Pode pagar um preço alto se não fizer o certo”. No entanto, dias depois, a ditadora foi elogiada pelos Estados Unidos devido à sua “cooperação”. Na semana passada, o líder americano disse que os EUA têm 50 milhões de barris de petróleo do país sul-americano. “A Venezuela tem sido uma coisa fantástica”, afirmou.
Segundo a ditadora interina da Venezuela, o país produziu 1,2 milhão de barris de petróleo por dia em 2025, garantindo o abastecimento de combustível em todo o território nacional. Ela concluiu dizendo que quer consolidar uma reforma na Lei de Hidrocarbonetos Orgânicos, “que incorpore modelos bem-sucedidos, como as PPPs (Parcerias Público-Privadas)”.
Leandro Soares
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