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Internacional

Kim Jong-un promete ampliar arsenal nuclear e impõe condições para diálogo com os EUA

O ditador condicionou qualquer avanço nas relações com Washington ao que classificou como hostilidade.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, voltou a elevar o tom contra os Estados Unidos e a Coreia do Sul durante o 9º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, principal instância de decisão do regime.

Em discurso divulgado pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), ele condicionou qualquer avanço nas relações com Washington ao fim do que classificou como hostilidade americana. “Se os EUA respeitarem o status atual do nosso Estado, conforme estabelecido na Constituição, e retirarem sua política hostil em relação à Coreia do Norte, não teríamos motivos para não nos darmos bem”, afirmou.

Foto: KCNAKim Jong-un
Kim Jong-un

Ao mencionar o “status atual”, Kim fez referência à emenda constitucional de 2023 que incorporou oficialmente a política de desenvolvimento nuclear ao ordenamento do país. Ele reforçou que a ampliação do arsenal é uma decisão irreversível. “Fortalecer e ampliar ainda mais as forças nucleares do Estado e exercer plenamente o status de Estado detentor de armas nucleares é a vontade firme e inabalável do nosso partido”, declarou.

O líder norte-coreano já havia sinalizado anteriormente que não aceita negociar a desnuclearização. Para Pyongyang, o reconhecimento do status nuclear é pré-condição para qualquer diálogo. Do lado americano, o presidente Donald Trump manifestou interesse em retomar o contato direto com Kim, mas ainda não houve avanço concreto.

Em relação à Coreia do Sul, Kim rejeitou os gestos conciliatórios do presidente Lee Jae-myung e voltou a classificar o país vizinho como inimigo. “O Exército lançará terríveis ataques de retaliação contra qualquer força que cometa atos militares hostis contra o nosso regime”, alertou durante o desfile militar que marcou o encerramento do congresso, realizado na Praça Kim Il-sung, em Pyongyang.

O Ministério da Unificação sul-coreano lamentou a manutenção da postura de “dois Estados hostis” por parte do Norte e reiterou que Seul seguirá defendendo o respeito mútuo, a rejeição à reunificação por absorção e a não adoção de atos hostis.

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