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Internacional

Ataques dos EUA e de Israel tinham como alvos o aiatolá e o presidente do Irã

Os ataques ocorrem após o fim das negociações entre os Estados Unidos e o Irã sobre o programa nuclear.

Os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, na madrugada deste sábado (28), tinham como alvos lideranças importantes do governo iraniano, entre elas o presidente Masoud Pezeshkian e o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.

De acordo com informações divulgadas pela CNN, a lista de possíveis alvos também incluía o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, além de Ali Shamkhani, secretário do recém-criado Conselho de Defesa do Irã, e Ali Larijani, secretário do Conselho de Segurança Nacional. Até o momento, não há confirmação oficial de que alguma dessas autoridades tenha sido atingida durante a ofensiva.

Foto: Gabinete do Líder Supremo do IrãO líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei

Negociações sem avanço

Os ataques ocorrem após o fim das negociações entre os Estados Unidos e o Irã sobre o programa nuclear iraniano, encerradas na sexta-feira (27) sem acordo. Uma nova rodada de conversas foi marcada para a próxima semana.

Na sexta, o presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que não estava satisfeito com o andamento das tratativas. “Temos uma grande decisão a tomar, que não é fácil. Eu preferiria resolvê-la de forma pacífica, mas quero dizer que essas pessoas são muito perigosas e difíceis”, declarou.

Retirada de funcionários em Israel

Diante da escalada das tensões regionais, o Departamento de Estado dos Estados Unidos autorizou, também na sexta-feira (27), a saída de funcionários não essenciais do governo norte-americano e de seus familiares da missão diplomática em Israel.

Em comunicado atualizado pela embaixada norte-americana em Jerusalém, o governo informou que a medida foi adotada devido a “riscos crescentes de segurança”. O documento alerta ainda que novas restrições podem ser impostas sem aviso prévio em áreas como a Cidade Velha de Jerusalém e a Cisjordânia.

A recomendação orienta que cidadãos norte-americanos considerem deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis, indicando preocupação de Washington com uma possível deterioração rápida do cenário de segurança no Oriente Médio.

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