Neste domingo (15), o Papa Leão XIV utilizou as redes sociais para defender um cessar-fogo imediato na guerra envolvendo Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irã.
Em publicação feita na plataforma X, o pontífice fez um apelo direto às lideranças envolvidas no conflito. “Em nome dos cristãos do #OrienteMédio e de todas as mulheres e homens de boa vontade, dirijo-me aos responsáveis por este conflito: cessem o fogo! Que se reabram os caminhos do diálogo! A violência nunca poderá levar à justiça, à estabilidade e à paz que os povos esperam”, escreveu.
O confronto teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel promoveram ataques coordenados contra o território iraniano. A ofensiva resultou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Como resposta, o regime teocrático iraniano lançou ofensivas contra países aliados de Washington na região, ampliando a crise para um conflito regional que já atinge diretamente mais de dez nações e deixou milhares de vítimas.
Também neste domingo (15), a Guarda Revolucionária do Irã declarou que pretende “perseguir e matar” o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Em comunicado publicado no site Sepah News, o grupo afirmou que continuará a persegui-lo “com toda a força” enquanto ele estiver vivo, responsabilizando o líder israelense pela morte de crianças.
A declaração surge poucos dias depois de Netanyahu mencionar, de forma indireta, a possibilidade de ações contra figuras centrais do eixo alinhado ao Irã. Já em entrevista à NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ainda não existem condições “suficientemente boas” para um acordo que encerre a guerra contra o Irã.
O presidente norte-americano acrescentou ainda que poderá voltar a bombardear alvos ligados ao principal centro de exportação de petróleo bruto do Irã, “apenas por diversão”.
Leandro Soares
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