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Internacional

Presidente Trump diz que Papa Leão XIV é “fraco no combate ao crime”

As declarações ocorreram após recentes posicionamentos do papa em defesa da paz e contra conflitos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas públicas ao Papa Leão XIV na noite deste domingo (12), por meio de uma longa publicação nas redes sociais. Na mensagem, o republicano classificou o pontífice como “fraco no combate ao crime” e “terrível para a política externa”, em comentários que repercutiram internacionalmente.

As declarações ocorreram após recentes posicionamentos do papa em defesa da paz e contra conflitos armados. Pouco depois da publicação, Trump voltou a criticar Leão XIV em conversa com jornalistas, afirmando não ser “fã” do líder da Igreja Católica e classificando-o como “muito liberal”.

Foto: Reprodução/InstagramDonald Trump
Donald Trump

Entre as críticas, o presidente acusou o pontífice de ser brando em relação ao Irã e de se opor às ações militares dos Estados Unidos. Trump também mencionou a posição do papa contrária à intervenção americana na Venezuela, que resultou na queda do presidente Nicolás Maduro no início do ano.

O papa, no entanto, não defendeu o uso de armas nucleares pelo Irã. Em declarações recentes, Leão XIV classificou como “injusta” a ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o país e criticou ameaças consideradas extremas. Durante a Semana Santa, ele intensificou apelos por paz, alertando para os riscos de escalada da violência global.

Na mesma publicação, Trump também afirmou, sem apresentar provas, que teria influenciado a escolha de Leão XIV como papa em 2025. Ele ainda fez comentários pessoais, dizendo preferir o irmão do pontífice, Louis Prevost, por suas posições políticas alinhadas ao movimento conservador americano. “Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”.

O episódio provocou reação entre líderes religiosos. O arcebispo Paul S. Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, manifestou descontentamento com o ataque. Em nota, afirmou que o papa “não é um rival político”, mas sim uma autoridade espiritual que fala com base no Evangelho e na missão pastoral.

As críticas surgem em meio ao aumento da tensão entre a Casa Branca e lideranças católicas, especialmente após o início das operações militares contra o Irã, no fim de fevereiro. O debate também ganhou força com posicionamentos de figuras como o cardeal Robert McElroy, que questionou a legitimidade do conflito à luz da doutrina da “guerra justa”.

Apesar da repercussão, o Vaticano ainda não se pronunciou oficialmente sobre as declarações de Trump. Enquanto isso, o Papa Leão XIV mantém sua agenda internacional e deve iniciar uma viagem de 11 dias por países africanos, com chegada prevista a Argel nesta segunda-feira.

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