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Irã desafia Estados Unidos e diz ser o “protetor” do Ormuz

Negociações mediadas pelo Paquistão permaneceram travadas após rejeição ao cessar-fogo.

O governo do Irã declarou nesta sexta-feira (15) que continuará atuando como “protetor” da segurança no Estreito de Ormuz em meio ao impasse nas negociações com os Estados Unidos para encerrar a guerra iniciada em fevereiro. A declaração foi feita pelo chanceler iraniano Abbas Araghchi durante visita a Nova Déli, na Índia, onde afirmou que Teerã não confia no governo americano e só avançará nas conversas caso Washington demonstre “seriedade”.

O posicionamento mantém a pressão sobre uma das principais rotas marítimas do transporte mundial de petróleo. Segundo Araghchi, navios ligados aos Estados Unidos, Israel e países aliados seguem impedidos de atravessar o Estreito de Ormuz sem coordenação com a Marinha iraniana. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o Irã restringiu grande parte do tráfego marítimo da região, o que motivou um bloqueio naval americano contra portos iranianos.

Foto: Reprodução/Google MapsEstreito de Ormuz
Estreito de Ormuz

Em publicação na rede social X, o chanceler afirmou que o Irã continuará cumprindo seu “dever histórico” na proteção do estreito. As negociações diplomáticas entre Washington e Teerã, mediadas pelo Paquistão, seguem paralisadas depois que ambos os lados rejeitaram propostas de cessar-fogo. O presidente Donald Trump classificou a última proposta iraniana como “lixo”, enquanto o governo iraniano acusa os americanos de enviarem sinais contraditórios.

Outro ponto de impasse envolve o programa nuclear iraniano. O governo americano exige redução das atividades nucleares e retirada do urânio altamente enriquecido do país. Já o regime iraniano sustenta que possui direito ao enriquecimento de urânio e afirma que o programa possui fins pacíficos. Segundo Araghchi, o país aceitará apoio diplomático de outras nações nas negociações.

Durante entrevista à Fox News, Donald Trump afirmou que o líder chinês Xi Jinping ofereceu ajuda para destravar um acordo entre os dois países durante a recente cúpula China-EUA em Pequim. O conflito elevou a pressão econômica sobre o Irã e ampliou as tensões diplomáticas envolvendo potências internacionais.

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