O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Cuba "está se aproximando" da órbita americana durante a inauguração da nova Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt, em Dakota do Norte. A declaração foi feita cerca de um mês após o governo dos EUA ampliar as sanções contra integrantes da cúpula do regime cubano.
A resposta de Havana veio por meio do ditador Miguel Díaz-Canel, que rejeitou qualquer ideia de influência americana sobre a ilha. Em entrevista à Sky News, ele afirmou que Cuba defenderá sua soberania "até a última gota de sangue", ressaltando que o país não está em disputa.
Apesar do discurso firme, Díaz-Canel também sinalizou disposição para manter o diálogo com Washington. Segundo ele, o governo cubano está aberto a negociações com a Casa Branca, desde que isso não implique concessões que comprometam a soberania do país.
Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram a pressão sobre Cuba com novas sanções contra empresas que prestam serviços à ilha e medidas direcionadas a entidades estrangeiras ligadas aos setores de energia, defesa, mineração e serviços financeiros, ampliando o isolamento econômico do regime.
Além das sanções, o governo americano anunciou a detenção de Carlos Antonio Lloga Domínguez, acusado de atuar por mais de uma década como agente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap), organização que Washington classifica como instrumento de influência e inteligência do regime cubano. Ele, a esposa e o filho aguardam a conclusão do processo de expulsão dos Estados Unidos.
Lilian Aragão
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