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Ex-policial condenado pela morte de George Floyd pede novo julgamento

Defesa de Derek Chauvin alega supostas irregularidades do júri.
Por Estadão Conteúdo

Depois de ter sido condenado por três acusações pela morte de George Floyd, o ex-policial Derek Chauvin entrou com uma moção para solicitar um novo julgamento do caso. Apresentado pela defesa na terça-feira, 4, o pedido argumenta que houve “abuso de poder e má conduta do júri” no tribunal, que se reuniu em abril para deliberar sobre o assassinato.

“A publicidade foi tão difundida e prejudicial antes e durante o julgamento que resultou numa falha estrutural no processo”, escreveu Eric Nelson, advogado de defesa de Chauvin.

Segundo o advogado, os promotores cometeram irregularidades como “desacreditar a defesa, atestar indevidamente e não preparar adequadamente suas testemunhas”. Outras supostas irregularidades, de acordo com Nelson, incluem “erros de direito e veredito contrário à lei”.

Chauvin, de 45 anos, foi condenado por homicídio involuntário de segundo grau, passível de punição com até 40 anos de prisão; homicídio em terceiro grau, com pena máxima de 25 anos, e homicídio culposo em segundo grau, que acarreta até 10 anos de privação de liberdade e multa financeira de US$ 20 mil.

O ex-agente foi filmado ajoelhado por mais de 9 minutos sobre o pescoço de Floyd, que foi algemado e imobilizado de bruços no chão e implorou: "não consigo respirar".

Durante o julgamento, Nelson garantiu ao júri que Chauvin "não usou força ilegal de propósito". "Isso não foi um estrangulamento", disse ele, justificando as ações dos policiais que mantiveram Floyd no chão.

De acordo com Nelson, a doença cardíaca de Floyd e o uso de drogas foram fatores decisivos. “Eles estão tentando convencê-los de que a doença cardíaca de Floyd não desempenhou nenhum papel. Não estou sugerindo que foi uma morte por overdose, mas é um absurdo dizer que isso não afetou”.

A sentença de Chauvin será anunciada em 16 de junho, de acordo com um documento do tribunal distrital de Hennepin, em Minnesota, onde Chauvin foi julgado.

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