O represamento das águas do Riacho do Pinto, na zona rural de Timon (MA), voltou a ser alvo de denúncias de moradores e proprietários de balneários da região. Imagens enviadas ao GP1 mostram trechos completamente secos na área do Balneário Pinto, enquanto mais acima, no Balneário Sena Brasil, a água permanece represada com as comportas fechadas.
Segundo os denunciantes, o bloqueio do curso da água por outros balneários e por moradores situados mais acima tem reduzido drasticamente o volume nas partes mais baixas do riacho. A situação afeta diretamente os donos de sítios e balneários localizados rio abaixo, que dependem do fluxo natural para manter suas atividades.
O problema também atinge moradores que utilizam a água para atividades diárias e para o consumo de animais. Além do impacto econômico, há preocupação ambiental: com o leito seco, peixes e outras espécies aquáticas morrem, comprometendo o equilíbrio da fauna local.
Moradores e empresários afirmam que já recorreram ao Ministério Público em busca de uma solução, mas alegam que, até o momento, nada foi feito para normalizar a situação.
Outro lado
Procurada pelo GP1, a administração do balneário Sena Brasil negou que esteja represando água e afirmou que a vazão do riacho está baixa. A empresa também argumentou que alguns proprietários de terra usam as águas do riacho para manter dezenas de tanques de peixes e para irrigação, o que também comprometeria a capacidade do riacho.
Thais Guimarães
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