Política

Advogado Marcus Vinicius defende Michel Temer em processo no TSE

“Estávamos prontos e com a sustentação oral completa. Tanto eu quanto o Gustavo Guedes, que também exerce essa defesa, estávamos prontos para realizá-la”, garantiu o advogado.

Raisa Brito
Teresina
- atualizado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu, nesta terça-feira (04), a primeira sessão do julgamento do processo que pede a cassação da Chapa Dilma-Temer. Os sete ministros do TSE decidiram, por unanimidade, conceder prazo adicional para as alegações finais das defesas e autorizaram a reabertura da fase de coleta de provas para ouvir novas testemunhas.

O advogado Marcus Vinicius Furtado Coelho, ex-presidente da OAB-PI e ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que faz a defesa do presidente Michel Temer, comentou a suspensão do julgamento em entrevista ao site O Antagonista: “Apresentamos, na tribuna, o pedido no sentido que houvesse celeridade, esse foi o pedido do presidente [Michel Temer] amplamente feito como todos viram, nós entendemos que a instrução estava encerrada e que era o caso de fazer o julgamento, mas o tribunal decidiu reabrir a instrução e a defesa então vai analisar, acompanhar esses passos e exercer o direito constitucional, alegar alguma matéria nova que venha surgir”, declarou.

  • Foto: Divulgação/OABAdvogado Marcus Vinicius Furtado CoelhoAdvogado Marcus Vinicius Furtado Coelho

O advogado também disse como Michel Temer está se sentindo: “O presidente está muito tranquilo, principalmente, porque a avaliação de todos nesse caso e a análise das provas chega à conclusão de que ele não tem relação/participação pessoal ou direta em irregularidades eventualmente praticadas na campanha eleitoral”.

“Estávamos prontos e com a sustentação oral completa. Tanto eu quanto o Gustavo Guedes, que também exerce essa defesa, estávamos prontos para realizá-la”, garantiu.

Questionado qual é a previsão do julgamento terminar, Marcus Vinicius respondeu: “É difícil saber, nós pedimos na tribuna que houvesse celeridade e após cinco dias retomasse o julgamento, mas o tribunal decidiu fazer com que esse julgamento fosse reaberto a instrução. Vamos acompanhar. (...) nós advogados temos contribuído sempre com a celeridade, porque realmente a sociedade brasileira aguarda o quanto antes que essa matéria seja recebida”, finalizou.

Assista abaixo a entrevista na íntegra: