Teresina - PI

Cocaína apreendida no Piauí está avaliada em R$ 10 milhões

Apreensão foi realizada na última sexta-feira (26), no município de Barreiras do Piauí.

NAYRANA MEIRELES
THAIS SOUZA
DE TERESINA
- atualizado

Cocaína apreendida pela PM no Piauí está avaliada em 10 milhões

O comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Carlos Augusto, afirmou ao GP1 que os 300 kg de cocaína apreendidos pela polícia na última sexta-feira (26), no município de Barreiras do Piauí, está avaliada em pelo menos R$ 10 milhões.

“Nós temos aqui uma das maiores apreensões de cocaína nos últimos anos no Estado do Piauí, sendo avaliada em R$ 10 milhões mais a aeronave e feita pela Polícia Militar, através do cabo Sirino, do soldado Alan e soldada Poliana, que estavam de plantão e atentos lá na cidade de Barreiras do Piauí”, afirmou Carlos Augusto.

Segundo o comandante, é preciso fazer uma reestruturação da polícia para que ela esteja amplamente presente nas divisas com outros estados. “Esse é um trabalho que tem chamado bastante atenção no estado da necessidade de reestruturar a Polícia Militar a partir das divisas. Nós não temos nenhuma dúvida que, quanto ao tráfico de drogas, quanto a questão do tráfico de armas e roubo de veículo passam imediatamente e rotineiramente pelas divisas do nosso estado. São 64 municípios que fazem divisa com 5 estados e a realidade criminal desses estados, quando se diz respeito ao tráfico de drogas, é muito maior do que no nosso estado”, disse.

Para o delegado geral da Polícia Civil, Riedel Batista, a apreensão da droga representa um grande avanço no combate ao tráfico de drogas no país. “Essa grande apreensão representa, além do duro golpe ao tráfico de drogas em todo o Brasil, não só a apreensão da droga, como a da aeronave, uma grande oportunidade de coleta de informações para que nós possamos avançar em outras investigações”, comemorou.

A apreensão

O coronel Carlos Augusto explicou detalhadamente como foi efetuada a apreensão da droga e prisão dos envolvidos. “O avião perdeu força. Ele vinha com muito peso e estava com a necessidade de abastecer. Na rota que eles vinham havia chovido muito, então eles tentaram um pouso de emergência, desviando da chuva. Lá existem muitas fazendas de plantação de soja. Os policiais estavam muito próximos, a cinco minutos do local e foram chamados por populares. Alguém que percebeu que não era normal um pouso naquele local e o movimento de tentar esconder a droga para decolar e depois voltar, porque estavam com pouco combustível”, disse.

De acordo com o delegado Menandro Pedro, coordenador da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DEPRE), as duas pessoas que estavam no avião foram presas. Eles foram identificados como Ângelo Augusto Ribeiro Boechat Lopes e Nagib Brito de Aquino, de 53 anos, que é servidor do Ministério da Agricultura do Pará e estava pilotando o avião. “O piloto, que foi preso, conta que não sabia que era cocaína. Ele disse que pensou que era cianeto, um veneno forte que é proibido e o outro que, se diz dono, afirmou que arrumou dinheiro no garimpo e hoje investe dinheiro na cocaína”.

O delegado Riedel disse ainda que a aeronave apreendida agora será utilizada pelas forças de segurança pública do estado. “A aeronave encontra-se regular. Foi feita uma manutenção a pouco tempo e que vai servir muito as forças de segurança do estado para transportar tropas e para ações emergenciais no interior do estado e até mesmo em outros estados, servindo a segurança pública que precisarem desse transporte”, afirmou.

Em relação aos presos, o delegado informou que eles se encontram na cidade de Bom Jesus, onde aguardam julgamento.

Investigações

O delegado Menandro Pedro, ressaltou que o próximo passo da investigação é a perícia. “Nós vamos concluir esse inquérito com mais rapidez possível. Nós temos muito trabalho a fazer e mais prisões virão. O próximo passo da investigação é a perícia do GPS do avião e de quatro celulares. Não tenho dúvida de que vamos chegar nos reais proprietários da droga e para onde ela iria”, afirmou.

Segundo o delegado Riedel, o objetivo da polícia agora é fazer outras operações a partir da apreensão dessa droga. “Nosso objetivo agora é identificar outras pessoas envolvidas no tráfico. Saber a origem e destino dessa droga e também avançar em outras operações, que com certeza serão fruto dessa grande apreensão do mês de janeiro. Em todo o ano de 2018 nós vamos intensificar essas investigações, em parceria também com as policias civis de outros estados e também a Polícia Federal, para justamente a gente poder ter outras operações”, ressaltou.