Piauí

Comandante da PM Lindomar Castilho expulsa cabo acusado de matar esposa

A decisão do comandante geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Lindomar Castilho, foi dada no dia 18 de maio deste ano.

Wanessa Gommes
Teresina
- atualizado

O comandante geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Lindomar Castilho, determinou a expulsão do cabo da reserva remunerada José de Ribamar Barros dos quadros da corporação acusado de matar a facadas a esposa Maria Luísa de Sousa a facadas. A decisão foi dada no dia 18 de maio deste ano.

Castilho destacou a instauração de processo administrativo que teve objetivo de apreciar a capacidade de permanência do cabo nas fileiras da Corporação Policial Militar na situação em que se encontra, “em decorrência de irrefutáveis indícios de transgressões disciplinares de natureza grave que afetaram a administração, o pundonor policial militar e o decoro da classe policial cujos fatos se revelam de gravíssima perniciosidade à imagem da Polícia Militar do Piauí”.

De acordo com a decisão, com base nas declarações das testemunhas do fato ficou evidente a prática de crime e por consequência a transgressão administrativa, “tornando-se inadmissível a permanência de militar que comete crimes dessa natureza nas fileiras da corporação, desvirtuando da moralidade e ética administrativas defendidas rigorosamente por esta Corporação secular”.

O coronel decidiu então julgar procedentes, as acusações imputadas ao cabo, por ter cometido homicídio contra sua esposa Maria Luiza de Sousa em 25/08/2015, demonstrando com seu ato “ser incapaz de permanecer nas fileiras da Polícia Militar do Piauí na situação de inatividade em que se encontra”.

Ao final aplicou a punição de exclusão a bem da disciplina das fileiras da Polícia Militar do Estado do Piauí ao cabo da reserva remunerada José de Ribamar Barros por haver infringido os dispositivos legais e regulamentares previstos na Lei nº. 3.808/81 (Estatuto dos Policiais Militares da PMPI) e no Decreto nº 3.548/80 (Regulamento Disciplinar da PMPI).

Relembre o caso

Maria Luísa de Sousa, de 59 anos, foi morta a facadas, na noite de 25 de agosto de 2015, dentro de casa, no Parque Itararé, zona sudeste de Teresina. Ela chegou a ser levada para o HUT, mas não resistiu e morreu.

O principal suspeito do crime é o marido de Luíza, o cabo da reserva remunerada da Polícia Militar do Piauí, José de Ribamar Barros.

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