Brasília - DF

Em Brasília, atos pedem reformas, criticam o Centrão e 'lagosta' do STF

Manifestantes se concentraram na Esplanada dos Ministérios e, depois, em frente ao Congresso Nacional.

Por  Estadão Conteúdo

Em ato de apoio ao governo de Jair Bolsonaro em Brasília, um grupo de pessoas em um dos trios elétricos se fantansiou de lagosta, em forma de protesto ao edital do Supremo Tribunal Federal (STF) que prevê refeições com lagosta e vinhos com premiação internacional.

Entre os gritos de defesa de pautas encampadas pelo governo, como a reforma da Previdência e o pacote anticrime e anticorrupção, o STF se tornou alvo. Havia faixas e cartazes pedindo a instauração da CPI da Lava Toga, comissão parlamentar de inquérito para investigar o "ativismo judicial" em tribunais superiores. Os manifestantes começaram a se dispersar no início da tarde. A maior concentração aconteceu no gramado localizado em frente ao Congresso Nacional.

  • Foto: Luciano Freite/Futura Press/Estadão ConteúdoAto em apoio a Bolsonaro em BrasíliaAto em apoio a Bolsonaro em Brasília

De cima do trio onde estão os fantasiados de lagosta, manifestantes pedem pela instauração da CPI e reclamam da atuação da Suprema Corte. "A gente prende, eles soltam", disse um. "É muita palhaçada do STF, vamos exigir a CPI da Lava Toga", afirmou também, completando que "motivos não faltam" para a apuração.

O chamado Centrão, que reúne parlamentares de Centro no Congresso, também é alvo de insatisfação na manifestação, que, segundo a última estimativa da Policia Militar, conta com 10 mil pessoas. Uma das faixas diz #foraMaia, em referência ao presidente da Câmara Rodrigo Maia, do DEM, e #foraSTF. "Alô Rodrigo Maia, o povo não é bobo. Ele sabe que você foi eleito pelo manto da impunidade", diz um dos manifestantes do trio. "Centrão, fica aqui o aviso, se não tiver a nova previdência, o negócio vai feder", disse um dos manifestantes no microfone.

Outro assunto bastante recorrente entre os manifestantes foi o pedido para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) fique nas mãos de Moro. O ministério que irá coordenar as atividades do Conselho será definido pelo Congresso, que vota a reforma administrativa do governo Bolsonaro. A Câmara já votou para que o Coaf fique com Ministério da Economia.

Logo após a dispersão dos manifestantes do ato de apoio às pautas do governo Bolsonaro em Brasília, a Esplanada dos Ministérios recebeu uma carreata de caminhões, que exibiam faixas com frases como "Caminhoneiros autônomos contra a corrupção" e "Juntos podemos mudar o Brasil".

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