Teresina - PI

Enfermeiro é acusado de estuprar a cunhada no Hospital São Marcos

A vítima, que é empresária, estava no hospital acompanhando o sogro, quando teria sido dopada pelo enfermeiro.

Brunno Suênio
Teresina
- atualizado

Um enfermeiro está sendo investigado pela Polícia Civil do Piauí, sob a acusação de ter estuprado a acompanhante de um paciente em um apartamento no Hospital São Marcos, em Teresina. O caso ocorreu na madrugada do último dia 31 de outubro de 2020.

Um familiar relatou ao GP1 que a vítima, que é empresária e cunhada do acusado, havia acompanhado seu sogro no hospital no dia anterior ao crime e tinha ido para casa descansar, deixando outra pessoa no apartamento. Porém, a empresária recebeu uma ligação do enfermeiro, relatando que o paciente não poderia ficar aos cuidados de alguém sem experiência e requisitou que ela retornasse ao Hospital São Marcos para que dormisse com o sogro.

“Ela conseguiu uma pessoa para dormir lá, uma funcionária dela, e ele ligou para ela [vítima] dizendo que ela teria que dormir lá, que era muita irresponsabilidade deixar uma pessoa que não tinha experiência para cuidar do sogro. Aí ela voltou para o hospital e chegando lá ela comentou com ele que estava muito cansada. Ele deu uma medicação para ela, dizendo que era para relaxar, para descansar, que ela não se preocupasse que ele ficaria um tempo olhando o sogro dela, mas com essa medicação ela apagou, sendo que antes disso entrou uma enfermeira comentando que ele tinha pedido para deixar todas as medicações da noite no quarto, que o paciente não gostava de ser incomodado, sem que o sogro dela é uma pessoa idosa e nem fala direito”, explicou o familiar.

Em seguida o familiar narrou que a vítima ficou desacordada por cerca de 6 horas e quando acordou, percebeu que havia algo errado. Ela sentia dores na genitália e notou que o acusado ainda permanecia no quarto. “Quando ela veio a acordar, por volta de 3h da madrugada, já sentindo um pouco de dor, ela percebeu que ele estava dentro do quarto e ficou com muito medo, mas fingiu que estava dormindo. Ela passou a ter lembranças do que aconteceu e quando foi pela manhã do sábado, ela levantou, pediu para ele ir embora, que não precisava mais ficar no quarto, ligou para o esposo buscar ela e depois que chegou em casa ela contou para o esposo que achava que tinha acontecido alguma coisa”, descreveu.

Exame constatou o estupro

“Eles foram para a delegacia, IML, para a Maternidade Evangelina Rosa e lá mesmo a médica que a examinou disse que realmente ela tinha sido estuprada, mas eles ficaram aguardando o resultado do exame, pois queriam ter a certeza. O resultado do exame demorou mais de 10 dias para sair. Então ela registrou o primeiro Boletim de Ocorrência no sábado mesmo, porque para ela fazer esse exame só quem dá o encaminhamento é a polícia, aí tem outro B.O após o resultado do exame e tem mais um, porque ela lembrou de mais fatos e quis acrescentar”, pontuou.

“Era uma pessoa de confiança”

O acusado do crime é casado com a irmã mais nova da vítima e possui uma relação próxima dentro da família, já que a vítima é madrinha de dois filhos dele. “Eles viviam como irmãos, a família dele com a família dela eram todas muito próximas. A família está totalmente abalada, a família acabou. Ele era uma pessoa de confiança da família inteira, ele já estava no São Marcos há muitos anos, inclusive, várias pessoas da família fazia cirurgia plástica, todo mundo foi assistido por ele, era uma pessoa de confiança da família inteira, ninguém nunca esperou uma atitude dessa”, lamentou o familiar ao GP1.

O caso está sendo investigado pela Delegacia da Mulher, sob coordenação da delegada Vilma Alves.

O que diz o Hospital São Marcos

A assessoria de comunicação do Hospital São Marcos não foi localizada na manhã desta quinta-feira (19) para comentar o caso.

Mais conteúdo sobre: