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Jair Bolsonaro diz que não vai comprar vacina contra covid-19 da China

As vacinas iriam reforçar a estratégia de imunização, que já conta com 140 milhões de doses da Covax Faciluty e AstraZeneca.

Andressa Martins
Teresina
- atualizado

O presidente Jair Messias Bolsonaro desautorizou o Ministério da Saúde de comprar 46 milhões de doses da CoronaVac. A vacina contra a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou na última terça-feira (20), durante reunião com os 27 governadores que assinou o protocolo para adquirir as doses. As vacinas iriam reforçar a estratégia de imunização, que já conta com 140 milhões de doses da Covax Faciluty e AstraZeneca.

  • Foto: Reprodução/FacebookBolsonaro nega que vai comprar vacina chinesaBolsonaro nega que vai comprar vacina chinesa

Nas redes sociais o presidente Jair Bolsonaro respondeu seguidores informando que as vacinas oriundas de laboratórios chineses não serão compradas. Os internautas questionavam a eficácia da vacina alegando a “ditadura chinesa”.

“Qualquer coisa publicada, sem qualquer comprovação, vira traição”, escreveu o presidente. Respondendo outro internauta, o presidente reiterou: “não será comprada”.

  • Foto: Reprodução/ FacebookBolsonaro responde seguidores sobre CoronaVacBolsonaro responde seguidores sobre CoronaVac

João Dória entusiasmado com a vacina

O governador de São Paulo, João Doria, é um dos entusiastas da CoronaVac e terá reunião nesta quarta-feira (21) com o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres. Bolsonaro, no entanto, agora é considerado um rival político do governador.

Enquanto o presidente diz que o uso da vacina não será obrigatório em todo o território nacional, o governador João Doria diz que vai exigir a imunização em São Paulo. Os dois também divergiram quanto à quarentena imposta no início da pandemia.

Coronavac

A vacina está na terceira e última fase de testes e conforme as autoridades paulistas, 35% dos 9 mil voluntários tiveram reações leves e com nenhum efeito colateral grave durante os testes. O presidente do Instituto de Butantan, Dimas Covas, disse que essa “é a vacina mais segura, no momento. Não no Brasil. No mundo”.

Vacinação iria começar em janeiro

Após reunião com o ministro Pazuello, o governador Wellington Dias (PT) informou que a imunização iria iniciar em janeiro no Piauí. “Queremos iniciar a imunização contra o novo coronavírus em meados de janeiro e eu considero esse encontro um momento histórico para o nosso país. Vamos vencer juntos”, disse.

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