Teresina - PI

Major Diego chama Fábio Abreu de covarde e o acusa de abandonar a PM

O militar afirmou que o secretário virou as costas para a categoria e vendeu o mandato de parlamentar federal para o Governo do Estado.

Jonas Carvalho
Teresina
Germana Chaves
Teresina
- atualizado

O presidente da Associação dos Oficiais Militares do Estado do Piauí, Major Diego Melo, não poupou críticas ao secretário de Segurança Pública do Piauí, o deputado federal Fábio Abreu (PL) a quem ele chamou de covarde e afirmou nunca ter sido deputado. As declarações foram concedidas ao GP1 nesta sexta-feira (12), durante audiência pública na Câmara Municipal de Teresina para tratar sobre a reposição dos salários dos policiais e bombeiros militares.

Major Diego, que concorreu uma vaga na Câmara Federal pelo PROS em 2018, afirmou ainda que Abreu, que é um ex-militar, virou as costas para a categoria e vendeu o mandato de parlamentar federal para o Governo do Estado.

“É uma grande covardia do secretário de Segurança Fábio Abreu sequer receber os representantes da categoria. Eu sou presidente da Associação dos Oficiais, em que ele inclusive é sócio. Ele colocou uma chapa no começo do ano, nós ganhamos a eleição com quase o dobro dos votos da chapa. Ele foi para lá pedir voto e sequer nos recebe para tratar de um direito constitucional da categoria, virando as cotas para a Polícia Militar de novo nesse segundo mandato que ele ganha e vende para o Governo do Estado para não fiscalizar o Governo se tornando o seu Secretário”, disparou.

  • Foto: Helio Alef/GP1Major DiegoMajor Diego

A audiência proposta pelos vereadores R. Silva (PP), Nilson Cavalcante (Avante), Teresinha Medeiros (PSL) e Neto do Angelim (DC) reivindicava correções salariais aos militares do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar correspondente ao ano de 2015. Para Diego Melo, Abreu foi omisso em não atender a categoria.

'Nunca foi deputado'

Candidato em 2018 a uma vaga à Câmara Federal, Diego Melo alfinetou Fábio Abreu e disse que o secretário ‘vive de uma política de segurança enganosa’.

“Nunca foi deputado, nunca propôs lei, nunca fiscalizou nada, a única vez que foi para Brasília foi para impedir que a Dilma fosse impedida, perdendo e disse que era pelas convicções dele. E agora vira as costas para a categoria, não recebe, não trata, faz de conta que está tudo bem. Está tudo bem para ele que vive de uma política de segurança enganosa, fazendo propaganda enganosa, com atos pontuais muito bem publicitados, enquanto os problemas fundamentais são colocados debaixo do tapete”, concluiu.

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