O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta segunda-feira (14), que não voltará ao Brasil neste momento e abrirá mão do mandato na Câmara dos Deputados. Ele permanecerá nos Estados Unidos.
A declaração foi dada à colunista Roseann Kennedy, do Estadão. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que está “sacrificando o mandato” para denunciar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Por agora eu não volto. A minha data para voltar é quando Alexandre de Moraes não tiver mais força para me prender”, disse Eduardo.
O parlamentar informou ter consultado pessoas de confiança, que o aconselharam a permanecer nos EUA. Ele ponderou que o trabalho que tem feito fora do país é mais relevante do que o papel que desempenhava na Câmara.
“Não preciso mais de um diploma de deputado federal para abrir portas e os acessos que tenho aqui. Então, a princípio eu continuo aqui. Se o Brasil estivesse vivendo uma normalidade democrática, em que o deputado pudesse falar, onde os deputados de direita poderiam ser iguais a um deputado de esquerda - que vai a organismos internacionais, como fez no ano passado, pedir a prisão de Jair Bolsonaro, ou a campanha do Lula livre em que o próprio Cristiano Zanin, o Boulos viajaram. Mas como não tem, eu estou me sacrificando, sacrificando o mandato, para levar adiante a esperança de liberdade”, ressaltou Eduardo Bolsonaro.
A licença sem vencimentos de 122 dias concedida ao filho de Bolsonaro encerra no dia 20 de julho.
Thais Guimarães
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