Política

Marcelo Castro destina R$ 100 milhões em verba extra para o DER-PI

O senador está em um seleto grupo de parlamentares do Congresso Nacional que conseguiu R$ 3,8 bilhões em recursos extras do Ministério do Desenvolvimento Regional.

Nayrana Meireles
Teresina
Andressa Martins
Teresina
- atualizado

O senador Marcelo Castro (MDB) está em um seleto grupo de parlamentares do Congresso Nacional que conseguiu R$ 3,8 bilhões em recursos extras do Ministério do Desenvolvimento Regional no fim do ano passado. Este “Grupo Vip” do Congresso é ligado ao presidente do Senado Davi Alcolumbre. Marcelo Castro é também o presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO).

Conforme reportagem do site O Antagonista, Marcelo Castro destinou R$ 100 milhões para o Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI), cujo diretor-geral é o seu filho, José Dias de Castro Neto.

  • Foto: Alef Leão/GP1Marcelo CastroMarcelo Castro

Castro Neto, que é engenheiro, assumiu a Secretaria de Infraestrutura do Piauí durante a gestão de Wilson Martins (PSB), em 2011. Em 2017 ele assumiu a direção do DER-PI, durante o governo de Wellington Dias (PT) e permanece no cargo até hoje.

  • Foto: Alef Leão/GP1Castro NetoCastro Neto

Os repasses, que são feitos por meio de convênios, devem ser utilizados na restauração de rodovias que ligam os municípios do estado do Piauí.

R$ 3,8 bilhões

Historicamente o Executivo detém o controle do orçamento e depois distribui as emendas para então formar base política. No entanto, o Congresso Nacional ficou com controle de R$ 30 bilhões, sendo que o Grupo VIP, do qual Marcelo Castro faz parte, conseguiu arrancar R$ 3,8 bilhões.

Esses R$ 30 bilhões fazem parte dos 126,1 bilhões do Orçamento que podem ser usados pelo Governo Federal com despesas discricionárias. Assim, sem esses R$ 30 bilhões, sobra para o Governo Federal a bagatela de R$ 96 bilhões para usar em Saúde e outras despesas.

Ainda de acordo com O Antagonista, o senador piauiense faz parte do grupo de influência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

O valor foi alocado em PLNs e aprovado rapidamente. Esses R$ 3,8 bilhões foram empenhados no fim de dezembro, não são contabilizados das emendas impositivas e fazem parte de mais de 90% do total do orçamento extraordinário do ministério.

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