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MPF pede retorno de mulher de Cabral para a prisão preventiva

Atualmente, Adriana está cumprindo prisão domiciliar concedida pela 7ª Vara Federal Criminal, sob a alegação de que tem filhos menores de 12 anos.

SUYNARA OLIVEIRA
- atualizado

Nesta terça-feira (25), o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) entrou com um pedido no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) para que a ex-primeira-dama do Rio, Adriana Ancelmo, retorne ao regime de prisão preventiva.

A ex-primeira-dama é acusada pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na organização criminosa liderada pelo marido, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que está preso. Atualmente, Adriana está cumprindo prisão domiciliar concedida pela 7ª Vara Federal Criminal, sob a alegação de que tem filhos menores de 12 anos.

De acordo com a Agência Brasil, o parecer da Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2), será julgado nesta quarta-feira (26) pela 2ª Turma do TRF2, e reforça recurso da força-tarefa da Lava Jato no Rio e destaca que as causas que originaram a prisão de Adriana não somente permanecem inalteradas, como também ganharam robustez com o prosseguimento das investigações, não havendo razões para conversão da prisão preventiva em domiciliar.

Segundo a procuradora regional da República, Mônica de Ré, Adriana precisa voltar para prisão preventiva para que ela não possa acessar e movimentar o patrimônio oculto por Cabral.

“Apesar das medidas de precaução determinadas, vedando o acesso a meios de comunicação, a difícil fiscalização do cumprimento torna evidente o risco de ela acessar e movimentar o patrimônio oculto por Cabral”, argumentou.