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STF julga terça se põe Aécio no banco dos réus por R$ 2 mi da JBS

O tucano foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.

ANDRESSA MARTINS
DE TERESINA
- atualizado

Na próxima terça-feira (17) a primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar se recebe a denúncia feita pela Procuradoria-geral da República (PGR) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O tucano foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.

O relator do processo é o ministro Marco Aurélio Mello, que é favorável para que a Corte rejeite a denúncia. Além de Mello, votarão os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso.

  • Foto: Dida Sampaio/Estadão ConteúdoAécio NevesAécio Neves

O senador Aécio Neves apareceu em uma gravação pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista. Na ocasião, eles acertaram que o pagamento seria feito em quatro parcelas de R$ 500 mil. O senador enviou um primo Fred para receber a quantia. “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Frederico Pacheco de Medeiros com um cara seu porque ele sai de lá e vai na cara”, disse.

O primo e a irmã do senador, Andréa Neves também são investigados. O ex-assessor parlamentar de Zezé Perrella (MDB-MG), Mendherson Souza Lima, também está sendo investigado pelo caso.

Denúncia

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, acusou Aécio de usar sua influência política para atingir “objetivos espúrios”. “O teor das articulações de Aécio Neves, obtidas por meio das interceptações telefônicas, ilustra de forma indubitável que a conduta do acusado, que procurou de todas as formas que estavam ao seu alcance livrar a si mesmo e a seus colegas de investigações, não se cuidou de legítimo exercício da atividade parlamentar. Ao contrário, o senador vilipendiou de forma decisiva o escopo de um mandato eletivo e não poupou esforços para, valendo-se do cargo público, atingir seus objetivos espúrios”, afirmou.

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