Coronavírus no Piauí

Wellington Dias apresenta protocolo de reabertura do comércio

As atividades econômicas do Estado estão suspensas desde março em virtude de decretos que impuseram isolamento social para barrar a proliferação da Covid-19.

Germana Chaves
Teresina
Bárbara Rodrigues
Teresina
Andressa Martins
Teresina
Brunno Suênio
Teresina
- atualizado

O governador Wellington Dias (PT-PI) apresentou, por meio de uma videoconferência nesta terça-feira (02), o Plano de Retomada Organizada no Piauí – Pro Piauí, das atividades econômicas do Estado, suspensas desde março em virtude de decretos que impuseram isolamento social para barrar a proliferação da Covid-19.

O governador ainda não estipulou datas quanto ao início da reabertura de algumas atividades, mas esclareceu que a reativação se dará por etapas ouvindo a sociedade, segmento patronal, da ciência, poder público orientados pelas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Ministério da Saúde.

"A retomada será feita por etapas e vai depender da colaboração de todos os piauienses em relação a evolução [da covid-19] em nosso Estado", disse o governador. O protocolo geral de reabertura vai acontecer em etapas, de acordo com o tipo de atividade exercida e a sua prioridade. O comércio, a construção civil e as indústrias vão ser as primeiras autorizadas.

  • Foto: Divulgação/CcomWellington Dias em discursoWellington Dias em discurso

Na Fase 1 o governo pretende abrir 50% das empresas, na Fase 2 pretende chegar a 75% e na Fase 3 já chegaria em 100%. Cada fase vai sendo passada de acordo com a situação da disseminação da doença no Estado do Piauí. Ainda existe a Fase 0, que será implementada somente se ocorrer um aumento no número de casos novos, onde o governo poderá determinar novamente o fechamento de todas as atividades econômicas daquela região.

Sobre as atividades que vão ser abertas primeiro, o governo decidiu classificá-las por grupos que possuem cores diferentes. Na cor verde estão as atividades que vão ser abertas primeiro, pois possuem alta prioridade. Na cor amarela estão as atividades de média prioridade e na vermelha as de baixa prioridade.

Confira as atividades divididas em grupos:

Grupo Verde - compõe o setor que tem alta prioridade e incluem atividades relacionadas a indústrias de transformação, construção, comércio, agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. Estão incluídos na Fase 1.

Grupo Amarelo - compõe o setor que tem média prioridade e incluem atividades relacionadas a administração pública, defesa e seguridade social, atividades administrativas e serviços complementares, educação, atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, transporte, armazenagem e correio, atividades imobiliárias, entre outras atividades de serviços. Estão incluídos na Fase 2.

Grupo Vermelho - compõe o setor que tem baixa prioridade, e são setores relacionados a artes, cultura, esporte e recreação, indústrias extrativas, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, serviços domésticos, entre outros. Estão incluídos na Fase 3.

Regiões

O protocolo ainda vai dividir o estado em oito regiões, são elas: Teresina, Parnaíba, Piripiri, Floriano, Oeiras, São Raimundo Nonato, Bom Jesus e Picos. Cada região vai agregar vários municípios.

Em cada região, o governo vai analisar a situação da disseminação da doença, para assim poder definir se vão poder passar, por exemplo, da Fase 1 para a Fase 2.

Recomendações sanitárias a serem adotadas

De acordo com a diretora de Vigilância Sanitária do Estado, Tatiana Chaves, o protocolo foi montado a partir das recomendações da OMS, juntamente com o Ministério da Saúde e as secretarias dos estados e municípios e constam os critérios a seguir:

“Esse protocolo tem como medidas, recomendações para o empregador, desde a questão do grupo de risco, os EPIs que devem ser utilizados, a questão dos resíduos, as medidas sanitárias como alerta e a questão da acessibilidade. Então, dentro de todas essas orientações ao empregador, o trabalhador também vai ter que cumprir medidas, lembrando que, ao trabalhador, as medidas começam ao seu deslocamento de casa, como o seu retorno a sua residência. E também aos clientes, as pessoas que vão procurar nesse momento os serviços não essenciais, vão receber primeiro a orientação: ‘fique em casa’. Caso haja necessidade de sair, que se planeje”, pontuou.

A diretora de Vigilância Sanitária afirmou também que serão construídos 22 protocolos específicos, dos quais, 12 já foram elaborados e serão apresentados às empresas com até 20 colaboradores e a partir de 20 trabalhadores.

  • Foto: Alef Leão/GP1Tatiane Chaves, Diretoria de Vigilância Sanitária do Piauí (DIVISA)Tatiana Chaves, Diretoria de Vigilância Sanitária do Piauí (DIVISA)

“Nós já construímos 12 protocolos que serão submetidos a todas as categorias para discussão e as empresas serão divididas em duas situações: empresas com menos de 20 trabalhadores, que vão fazer um protocolo de segurança sanitária de contenção a covid-19, de forma bem objetiva. Esse protocolo já está disponível e a empresa vai anexar a um aplicativo para que nós tenhamos condições de acompanhar as medidas que estão sendo conduzidas pela empresa e que possa se monitorar se está havendo crescimento ou não do numero de pessoas adoecidas naquele local”, destacou.

Por outro lado, àquelas empresas que possuam mais de 20 empregados, as orientações são mais específicas. “Temos o protocolo das empresas com mais de 20 trabalhadores, onde a responsabilidade será compartilhada não só mais com o representante do Serviço Médico Especializado de Saúde das Empresas, como também deve constar o seu plano de saúde ocupacional, tendo em vista que esse plano tem o risco biológico, onde está incluído o risco 3 da Covid-19”, acrescentou.

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