O vereador João Pereira (PT) anunciou, nesta segunda-feira (20), que apresentará um projeto de lei voltado a coibir o nepotismo nos gabinetes políticos. A iniciativa surge após investigações sobre a gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa , quando familiares de dirigentes ocupavam cargos estratégicos.
Comentando sobre o projeto, João Pereira afirmou que casos como esse não podem se repetir na cidade. “O que realmente aconteceu na gestão passada foi que vários parentes ocuparam cargos estratégicos. Uma única família gerenciava toda Teresina e todos os recursos públicos. Isso é errado. Por isso apresentei este projeto de lei, para que cargos estratégicos deixem de ser ocupados por parentes, independentemente do grau de parentesco. Vou conversar individualmente com os 28 vereadores desta casa para sensibilizá-los. A ideia é dar mais isonomia à gestão pública”, explicou.
O parlamentar também abordou a questão da existência de leis anteriores sobre nepotismo. “Se a lei existe, ela precisa ser aprimorada, porque não está sendo cumprida. Na gestão passada, o ex-prefeito colocou o filho em uma das principais pastas e sobrinhos em outras pastas estratégicas. O nosso objetivo é que essa nova lei seja aprovada e cumprida, para que casos como esse não voltem a ocorrer”, afirmou.
Sobre o nepotismo cruzado, João Pereira esclareceu que o projeto de lei também abrange o parlamento. “O nepotismo cruzado ocorre quando parentes de um servidor ocupam cargos em órgãos distintos, mas com vínculo político direto, permitindo favorecimento indireto. Isso precisa ser evitado. No meu gabinete, não há nenhum parente e a regra se aplica a todos, inclusive a mim. Cada parlamentar deve respeitar essas normas, para que o nepotismo cruzado não aconteça”, destacou.
Por fim, o vereador reforçou que a proposta busca transparência e equidade na ocupação de cargos públicos, garantindo que a meritocracia e a legalidade prevaleçam, independentemente do vínculo familiar. “A lei vai tratar do nepotismo entre parentes e, em seguida, vamos ampliar a discussão para coibir outras formas de favorecimento familiar”, concluiu.