O delegado Barêtta, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concedeu entrevista ao GP1 na manhã deste domingo (07) e revelou detalhes do assassinato da jovem Emilly Yasmyn Silva Oliveira , 24 anos, moradora de Petrolina-PE. A jovem estava desaparecida desde o último domingo (30), após chegar em Teresina, e foi encontrada morta em uma área de mata na Estrada da Alegria, na zona sul da capital piauiense.
Conforme o delegado, o autor do crime, Hilton Candeira Carvalho, de 37 anos, foi preso ainda nesse sábado (06) pelas equipes do DHPP, sob o comando do delegado Jorge Terceiro, da Delegacia de Desaparecidos. No interrogatório, o acusado relatou que havia contratado um programa com a vítima pelo valor de R$ 1,5 mil, mas ao final disse ter apenas R$ 500. A recusa de Emilly em aceitar o valor menor teria iniciado uma discussão.
"Ele combinou o programa por mil e quinhentos reais, só que depois disse que só tinha quinhentos. Ela não aceitou, começou a discutir, a xingar, e pegou o telefone dizendo que ia chamar os amigos para acertar com ele. Nesse momento, ele deu um tapa nela, que o telefone caiu, ele aplicou um mata-leão e, quando ela desmaiou, usou um fio de internet para enforcá-la." detalhou.
Assassinato e ocultação de cadáver
Ainda segundo o coordenador do DHPP, após o assassinato, Hilton Candeira contou com a ajuda de Carlos Roberto da Silva Sousa, conhecido como Neném, 28 anos, para levar o corpo até a Estrada da Alegria. No local, o cadáver foi carbonizado. O próprio suspeito acompanhou a equipe policial até o ponto onde havia deixado o corpo.
"No interrogatório, ele mostrou exatamente onde tinha levado e ocultado o corpo. É uma área de mata; ele juntou galhos, fez uma fogueira e carbonizou o corpo. Mesmo com a confissão, faremos exame de DNA para confirmação científica", afirmou o delegado.
Prisão
Hilton Candeira Carvalho e Carlos Roberto foram autuados em flagrante e permanecem à disposição da Justiça. Segundo a autoridade policial, um exame de DNA também foi requisitado para comprovação científica do crime. "Nós autuamos em flagrante por crime de homicídio qualificado em concurso material com o crime de ocultação de cadáver e destruição. Agora nós temos 10 dias para concluir o inquérito, nesses dias vamos juntar elementos, como histórico e outras provas. Mesmo com o interrogatório e os indícios, nós requisitamos exame de DNA para que seja feita a comprovação científica. O inquérito está muito bem feito, padrão de investigação qualificada, aqui nós investigamos para prender, não prendemos para investigar", concluiu Barêtta.