O pai de Emilly Yassmyn Silva Oliveira , 24 anos, encontrada morta e com o corpo carbonizado na Estrada da Alegria, zona sul de Teresina, prestou depoimento nesta terça-feira (09) no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa ( DHPP ). O crime, que resultou na prisão de dois suspeitos, Hilton Candeira Carvalho e Carlos Roberto da Silva Sousa, segue sob investigação da Polícia Civil.

Após o depoimento, os advogados que acompanham o pai da vítima não autorizaram que ele comentasse o conteúdo das declarações prestadas ao delegado responsável pelo inquérito, Jorge Terceiro.

Foto: Lucas Dias/GP1
Pai da jovem Emilly Yassmyn Silva Oliveira

Delegado revela detalhes do crime

O delegado Barêtta, diretor do DHPP, declarou em entrevista ao GP1 que o suspeito principal, identificado como Hilton Candeira Carvalho, de 37 anos, foi preso no sábado (06) e admitiu ter contratado um programa com a vítima por R$ 1,5 mil. Segundo o relato do suspeito aos investigadores, após a autorização inicial do valor ele disse que dispunha de apenas R$ 500, o que teria provocado uma discussão entre ele e Emilly. Ainda de acordo com o delegado, a violência escalou na residência do suspeito até que a vítima desmaiou.

"Ele combinou o programa por mil e quinhentos reais, só que depois disse que só tinha quinhentos. Ela não aceitou, começou a discutir, a xingar, e pegou o telefone dizendo que ia chamar os amigos para acertar com ele. Nesse momento, ele deu um tapa nela, que o telefone caiu, ele aplicou um mata-leão e, quando ela desmaiou, usou um fio de internet para enforcá-la." detalhou.

Foto: Lucas Dias/GP1
Delegado Francisco Costa, o Barêtta

Assassinato e ocultação de cadáver

No interrogatório, Hilton contou aos policiais que aplicou um mata-leão em Emilly; quando percebeu que ela estava desacordada, teria usado um fio de internet para enforcá-la. Após a morte, o suspeito afirmou ter contado com a ajuda de Carlos Roberto da Silva Sousa, conhecido como Neném, de 28 anos, para transportar o corpo até uma área de mata. No local, conforme o relato apresentado à Polícia Civil, os autores cobriram o cadáver com galhos, atearam fogo e deixaram o corpo carbonizado.

Localização do corpo e coleta de vestígios

Hilton acompanhou as equipes da Polícia Civil até o ponto onde disse ter deixado o corpo, indicando o local na Estrada da Alegria; a área é descrita pelos investigadores como uma região de mata. As equipes do DHPP realizaram buscas e iniciaram a coleta de vestígios no local para complementar as provas materiais já reunidas. Peritos e policiais técnicos trabalharam para preservar cena e recolher elementos que serão encaminhados para exames laboratoriais.

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Foto: Reprodução
Hilton Candeira Carvalho e Emilly Yasmyn Silva Oliveira

Prisão e autuação

Hilton Candeira Carvalho e Carlos Roberto foram autuados em flagrante e permanecem à disposição da Justiça; eles respondem por homicídio qualificado e por ocultação e destruição de cadáver, conforme informado pela autoridade policial. A prisão dos suspeitos foi resultado do trabalho das equipes do DHPP comandadas pelos delegados responsáveis pelo caso.

Perícia, exames e andamento do inquérito

A Polícia Civil requisitou exame de DNA para confirmação científica da identidade e das circunstâncias do crime, que será anexado ao inquérito como prova pericial. O delegado informou que o prazo inicial para conclusão do inquérito é de dez dias, período em que serão juntados laudos, histórico dos envolvidos e demais provas coletadas.