O advogado Marcus Vinícius de Queiroz Nogueira , ex-tesoureiro da OAB Piauí, será julgado Tribunal Popular do Júri pela acusação de homicídio qualificado consumado e tentativa de homicídio qualificado, referente ao acidente provocado por ele em 2021 , na cidade de Teresina, que deixou um homem morto e três mulheres feridas, incluindo uma criança de 9 meses.
O edital de pronúncia do advogado foi publicado no dia 7 de agosto, pelo juiz Ronaldo Paiva Nunes Marreiros, da 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina.
Marcus Nogueira conduzia uma Hilux SW4 na Avenida Higino Cunha na noite do dia 2 de dezembro de 2021, quando, por volta das 22h, invadiu o sinal vermelho e colidiu contra um Fiat Siena que vinha na Avenida Odilon Araújo. Com o impacto, o senhor Raimundo Nonato da Silva Oliveira, 53 anos, morreu na hora. Suas duas filhas, Alice Alves de Oliveira, 27, e Aline Alves de Oliveira, 29, além de sua neta de 9 meses, Laura Sofia Alves da Silva, ficaram feridas. A bebê de 9 meses ficou gravemente ferida.
Ainda no local do ocorrido, o advogado foi preso em flagrante, mas foi liberado no dia seguinte, na audiência de custódia, após pagar fiança de R$ 15 mil, com imposição de tornozeleira eletrônica.
Ministério Público se pronuncia
Após a confirmação da pronúncia, o promotor Márcio Carcará, coordenador do nosso Grupo de Apoio aos Promotores de Justiça do Ministério Público do Piauí, se manifestou. Em vídeo na rede social institucional, ele ressaltou o interesse do órgão ministerial em promover Justiça nesse caso, que chocou a sociedade teresinense.
“O acusado, dirigindo seu veículo automotor e sob efeito de bebida alcoólica, ocasionou um acidente com uma vítima fatal e três outras vítimas, uma delas, inclusive, com sequelas permanentes. A decisão ainda desafia recursos e o Ministério Público espera que, esgotada essa fase recursal, o acusado possa vir a ser julgado pelo egrégio Tribunal Popular do Júri da cidade de Teresina. O Ministério Público reafirma o seu interesse na promoção da justiça e nos direitos das vítimas”, declarou o promotor.