O empresário Thiago Salmito Freire , presidente do Alphaville Teresina , ingressou com uma queixa-crime contra a vice-presidente da associação, Marília Xavier Atti Verdejo , acusando-a de calúnia e difamação. Segundo a ação, protocolada no Juizado Especial Cível e Criminal de Teresina, Marília teria divulgado em grupo de WhatsApp e por meio de vídeo que o presidente manipulou uma concorrência no asfaltamento do condomínio para benefício próprio, fraudou licitações, realizou aditivos irregulares em contratos e transformou a associação em um “balcão de negócios pessoais”.

Na petição, Thiago afirma que as declarações não têm qualquer fundamento e foram propagadas de forma reiterada, ampliando os danos à sua imagem pessoal e profissional. O documento aponta que, além de abalar sua reputação, as acusações colocam em risco a harmonia no convívio dos moradores do Alphaville Teresina, já que a divulgação ocorreu em canais de comunicação amplamente acessados pelos associados.

Foto: Lucas Dias/GP1
Condomínio Alphaville na cidade de Teresina

O empresário sustenta que as mensagens atingiram diretamente sua honra e configuram crimes previstos nos artigos 138 e 139 do Código Penal. Ele destaca que, ao atribuir a ele a prática de fraude em licitação e de aditivos fraudulentos, a vice-presidente teria imputado falsamente condutas criminosas.

Entre os pedidos apresentados ao Judiciário, Thiago solicita que a ré seja condenada pelos crimes de calúnia e difamação e que seja obrigada a fazer retratação pública, utilizando os mesmos meios em que as acusações foram divulgadas. Ele requer ainda o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 20 mil, a instauração de segredo de justiça para preservar sua imagem e a designação de audiência de conciliação, instrução e julgamento.

A queixa-crime foi protocolada no dia 9 de setembro de 2025, com pedido de gratuidade de justiça e de liminar para obrigar a vice-presidente a se retratar imediatamente. O advogado Jonnas Ramiro Araújo Soares, que assina a ação, argumenta que houve dolo na conduta de Marília, já que ela teria ciência da falsidade das acusações e mesmo assim decidiu propagá-las por diferentes meios.

O processo será analisado pelo Juizado Especial Criminal de Teresina Sudeste – Sede Redonda. A defesa de Thiago também incluiu no pedido a intimação do Ministério Público para se manifestar sobre o caso.

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Outro lado

A vice-presidente do Alphaville Teresina, Marília Xavier Atti Verdejo, afirmou ao GP1 que apenas repassou aos moradores uma denúncia apresentada por um condômino ao conselho fiscal sobre um aditivo de R$ 80 mil, equivalente a 40% do valor do contrato de serviços de asfalto. Segundo ela, o documento protocolado pelo morador apontava que a empresa contratada pela associação foi a Moramar, mas quem executou a obra teria sido a Tratorcenter, de propriedade do presidente Thiago Salmito Freire.

Marília acrescentou que, na condição de vice-presidente, condicionou o pagamento do aditivo a uma auditoria independente, mas o presidente teria ignorado a exigência e efetuado o pagamento sem a concordância dela.

“Trata-se de uma denúncia feita por morador junto ao conselho fiscal a respeito de um aditivo no valor de 40% (80 mil) de serviços de asfalto no qual eu apenas repassei pros moradores. A denúncia protocolada pelo morador mostra que a empresa contratada pela Associação foi a Moramar, e a que executou o serviço foi a Tratorcenter empresa de propriedade do presidente. Além disso, eu, como vice-presidente, condicionei o pagamento do aditivo a uma auditoria independente, mas o Presidente ignorou e pagou mesmo sem minha concordância. Na verdade, eu só apresentei a denúncia montada pelo morador”.