A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito – CPMI do INSS recorreu contra a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal ( STF ), que havia suspendido quebras de sigilos bancário e fiscal aprovadas pelo colegiado, entre elas a de Fábio Luís Lula da Silva , o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

O recurso foi apresentado nesta terça-feira (10) pela Advocacia do Senado. Na decisão contestada, o ministro havia argumentado que quebra de sigilo não pode ser autorizada por votações simbólicas ou em bloco.

Foto: Reprodução
Lulinha, filho do presidente Lula

Dino considerou que, embora uma CPI ou CPMI detenha poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, tal atribuição não é absoluta e deve ser exercida com observância aos limites impostos ao Poder Judiciário.

“O recurso é necessário para marcar a posição da CPMI, bem como para evitar o decurso de prazo recursal, pois a decisão pode ser retirada de pauta. Ainda, esse recurso permite que o ministro Flávio Dino reconsidere a decisão”, afirmou o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI.

A Advocacia do Senado pede o restabelecimento de todas as quebras de sigilo suspensas pela decisão, incluindo também a da empresária Roberta Luchsinger.

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