O senador Marcelo Castro (MDB) tem articulado para que o MDB consiga eleger ao menos dois deputados federais após o fim da fusão cruzada com o PSD. A estratégia envolve tanto a consolidação de nomes já filiados quanto a atração de novas lideranças políticas para fortalecer a chapa proporcional.

Entre os nomes cotados dentro do partido estão o atual diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI), Leonardo Sobral , e o Conselheiro Federal do Conselho Federal de Enfermagem ( Cofen ), Antônio Neto. Eles já integram os quadros do MDB e são vistos como potenciais candidatos competitivos.

Foto: Lucas Dias/GP1
Senador Marcelo Castro

Além deles, o partido trabalha para ampliar sua base. Há articulações para o retorno dos deputados federais Castro Neto (PSD) e Marcos Aurélio Sampaio (PSD), ambos estão atualmente no PSD, mas que mantêm diálogo com a cúpula emedebista.

Outros nomes seguem em fase de definição partidária. É o caso do Deputado estadual Tiago Vasconcelos (MDB), que possui ligação com o PSD e atua politicamente em parceria com Georgiano Neto, pré-candidato a deputado federal pela sigla. Apesar disso, Tiago mantém boa relação com o MDB, e sua decisão deve levar em conta consultas às bases aliadas e cálculos eleitorais. O governador Rafael Fonteles também deverá ser ouvido no processo.

Fim da fusão cruzada

O presidente da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), Severo Eulálio (MDB), afirmou que a cúpula do MDB não descarta encerrar a fusão cruzada com o PSD para as próximas eleições.

Segundo ele, o tema foi debatido em reunião com lideranças do partido, quando a maioria se posicionou favorável à separação da sigla comandada no estado pelo deputado federal Júlio César. “O entendimento majoritário foi que, neste momento, seria melhor essa separação. A conversa caminhou nesse sentido”, declarou.

Sem anúncio no momento

De acordo com Severo, a avaliação interna é de que a manutenção da aliança pode limitar o desempenho eleitoral do MDB, especialmente na disputa por vagas na Assembleia Legislativa. “As projeções de votos e o número de parlamentares que podem ser eleitos pesam muito. Há pré-candidatos que têm mais chances de conquistar uma vaga em um cenário com menor concorrência interna. Isso influencia diretamente na decisão”, explicou.

Governador minimiza cenário

O governador Rafael Fonteles (PT) minimizou qualquer tensão entre MDB e PSD diante da possível ruptura. Em entrevista concedida na terça-feira (17), durante agenda pública em Teresina, ele afirmou que a situação reflete apenas estratégias distintas dentro da base aliada.

“Não vejo conflito. São estratégias diferentes. Os partidos buscam otimizar seus resultados, e isso não deve trazer prejuízos à base”, declarou.