O GP1 teve acesso ao depoimento de um dos investidores que afirmou ter sido prejudicado no caso envolvendo a empresa DF Group , alvo de operação da Superintendência de Operações Integradas (SOI) da Secretaria de Segurança Pública do Piauí. Segundo o relato, ele decidiu aplicar R$ 450 mil no negócio após receber indicações de pessoas próximas e acreditar na promessa de rentabilidade de até 10% ao mês. No entanto, o primeiro pagamento nunca foi realizado.
O investidor contou que conheceu a empresa por meio de um colega, que garantiu que a DF Group atuava no mercado havia sete anos e que, durante esse período, jamais teria deixado de pagar os rendimentos prometidos aos clientes. "Eu investi cerca de R$ 450 mil. Conheci a empresa por meio de um colega, que explicou que ela oferecia uma rentabilidade de até 10% ao mês e que, durante sete anos de funcionamento, nunca havia pago menos do que isso aos clientes. Isso me passou confiança e resolvi investir", relatou.
Conforme o depoimento, os rendimentos deveriam ser pagos em até 30 dias após a aplicação. No entanto, o prazo expirou sem qualquer depósito. Foi nesse momento que o investidor passou a desconfiar da situação e intensificou as tentativas de contato com os responsáveis pela empresa.
"No primeiro mês eu já não recebi a rentabilidade. A partir daí comecei a cobrar, mandar mensagens e percebi que alguma coisa estava errada, que tinha acontecido algo que eu não estava sabendo", afirmou.
O depoimento integra o conjunto de relatos reunidos por investidores que alegam ter sofrido prejuízos milionários após a interrupção dos pagamentos pela DF Group. Os casos vêm sendo apresentados à SOI e fazem parte das apurações relacionadas à atuação da empresa.
Entenda o caso
A DF Group passou a ser alvo de investigações após centenas de investidores denunciarem a interrupção dos pagamentos de rendimentos prometidos pela empresa. Segundo os relatos, a empresa oferecia aplicações financeiras com promessa de rentabilidade de até 10% ao mês, atraindo clientes por meio de indicações e da divulgação de supostos casos de sucesso.
Com o aumento das denúncias, as autoridades passaram a apurar a atuação da empresa e o destino dos recursos investidos. As investigações buscam esclarecer se o modelo de negócios operava de forma regular ou se havia indícios de crimes contra a economia popular, estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros delitos que possam ser identificados ao longo da apuração.
Durante a operação, foram cumpridos mandados judiciais para coleta de provas, apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais considerados importantes para o avanço das investigações. Enquanto isso, investidores seguem registrando boletins de ocorrência e buscando medidas judiciais para tentar recuperar os valores aplicados.
A Polícia Civil ressalta que as investigações continuam em andamento e que o objetivo é identificar todos os envolvidos, dimensionar o prejuízo causado às vítimas e esclarecer a dinâmica de funcionamento da DF Group. Os fatos ainda estão sendo apurados e a empresa e os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.
Confira a relação de presos
Douglas Fonseca Araújo ( CEO e proprietário da DF Group), Ícaro Teixeira de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva (gerente do DF Group), Eduardo Lima de Sousa, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu, Janda Maira de Sousa Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo e Lucas Soares Coutinho.