O corpo do adolescente Petrus Kauan, 17 anos, foi localizado no fim da manhã desta terça-feira (21), na mesma região onde ele sumiu, na Vila Cristalina, zona norte de Teresina. O jovem estava desaparecido desde a última sexta-feira (17), mesmo dia em que, segundo a Polícia Civil, foi vítima de um homicídio praticado por integrantes do PCC .

Mais cedo, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa ( DHPP ) havia informado que o adolescente ainda não tinha sido encontrado, embora três suspeitos já tivessem sido presos e um menor apreendido por envolvimento no crime.

De acordo com as investigações do DHPP, Petrus Kauan era integrante da mesma facção criminosa dos investigados, o Primeiro Comando da Capital (PCC). Conforme o delegado Natan Cardoso, ele foi atraído por conhecidos até a região da Vila Cristalina sob o pretexto de participar de uma reunião.

Foto: Reprodução/WhatsApp
Petrus Kauan

No local, segundo a Polícia Civil, o adolescente foi executado após uma cobrança interna relacionada à apreensão de uma arma de fogo que estava em sua posse durante uma abordagem policial. A investigação aponta que a perda do armamento gerou desentendimentos dentro da organização criminosa e culminou na execução.

Ainda conforme o DHPP, a vítima tentou fugir correndo em direção ao rio, mas foi alcançada pelos suspeitos e morta a tiros.

Prisões

Na noite dessa segunda-feira (20), equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE) prenderam três homens suspeitos de participação no assassinato de Petrus Kauan e também no homicídio de Davi, ex-funcionário da Águas de Teresina, ocorrido horas antes da morte de Kauan, no bairro Buenos Aires.

Sem anúncio no momento

Os investigados foram autuados em flagrante por homicídio qualificado e organização criminosa armada. Um deles também responderá por tráfico de drogas, após ser preso com pedras de crack, balança de precisão e dinheiro em espécie.

Com a localização do corpo, o DHPP dará continuidade às investigações para esclarecer todos os detalhes da execução e concluir o inquérito policial. A perícia e o Instituto de Medicina Legal (IML) foram acionados para realizar os procedimentos no local.