Após servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em Teresina (SAMU), aderirem à greve do profissionais de saúde ligados ao munícipio na manhã de terça-feira (04), o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Sílvio Mendes afirmou nesta quarta-feira que a greve é uma medida extrema e que afeta as pessoas que necessitam de atendimento nas ruas da cidade. Ele ainda explicou que não houve fatiamento no pagamento dos benefícios dos trabalhadores como informou o Sindicato da categoria.
- Foto: Lucas Dias/GP1
Silvio Mendes
“Onde houver algum equívoco, de alguém que era para receber e não está recebendo, será reposto e inclusive com o retroativo. Se não tem direito não será pago. Não se comete ilegalidade tendo conhecimento dela e é proibido fazer isso. Não é verdade que exista, fracionamento ou parcelamento de vantagens desta natureza. Nem todo servidor do município da área de saúde recebe produtividade”, afirmou Sílvio Mendes.
O presidente da FMS, disse ainda que todos os direitos dos servidores que trabalham no SAMU são respeitados e cumpridos e denunciou que houve exagero, quando alguns motoristas tentaram impedir que as ambulâncias saíssem da central para atender pacientes.
“Nós estamos cobrando os deveres, fomos surpreendidos ontem com a atitude de alguns motoristas que não permitiam que as ambulância pudessem atender as pessoas nas ruas, isso não pode ser admitido, tentamos negociar mas ele fizeram o piquete de greve no portão da central do Samu. Fomos obrigados a chamar a polícia para intervir e justificar que as coisas não deveriam ser daquela forma”, finalizou.
A greve
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em Teresina (SAMU), aderiu na manhã de terça-feira (04), a greve da categoria de que se mantém desde o dia 10 de março. De acordo com Sinésio Santos, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, um acampamento foi montado pelos trabalhadores nas dependências da Central localizada no bairro Macaúba na zona sul de Teresina.
- Foto: Lucas Dias/GP1
Servidores do SAMU parados
Assim como outros profissionais da área de saúde, os servidores do SAMU resolveram paralisar atividades e manter somente 30% do serviço em atividade. Eles protestam contra cortes de gratificações, insalubridade, produtividade, adicional noturno, estrutura precária, entre outros. Os servidores também foram surpreendidos com o fatiamento dos salários no início do mês.
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