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Teresina - Piauí

Manifestantes ateiam fogo em pneus e interditam Avenida Frei Serafim

"Querem tirar a gente da lama para ir para o esgoto”, desabafou uma moradora durante o protesto.

Lucas Dias/GP1 1 / 18 A PRF está no local A PRF está no local
Lucas Dias/GP1 2 / 18 O Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas O Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas
Lucas Dias/GP1 3 / 18 Manifestantes atearam fogo em pneus Manifestantes atearam fogo em pneus
Lucas Dias/GP1 4 / 18 O trânsito ficou lento na Avenida Frei Serafim O trânsito ficou lento na Avenida Frei Serafim
Lucas Dias/GP1 5 / 18 Após atear fogo em pneus, manifestantes seguiram para o prédio da Prefeitura de Teresina. Após atear fogo em pneus, manifestantes seguiram para o prédio da Prefeitura de Teresina.
Lucas Dias/GP1 6 / 18 O trânsito ficou lento na ponte Juscelino Kubitschek O trânsito ficou lento na ponte Juscelino Kubitschek
Lucas Dias/GP1 7 / 18 Coronel Júlia Beatriz Coronel Júlia Beatriz
Lucas Dias/GP1 8 / 18 Crianças na manifestação Crianças na manifestação
Lucas Dias/GP1 9 / 18 Douglas Moraes movimento luta popular Douglas Moraes movimento luta popular
Marcelo Cardoso/GP1 10 / 18 Manifestação contra desapropriação  Manifestação contra desapropriação
Lucas Dias/GP1 11 / 18 Manifestação em frente a prefeitura Manifestação em frente a prefeitura
Lucas Dias/GP1 12 / 18 Manifestante com criança Manifestante com criança
Lucas Dias/GP1 13 / 18 Manifestantes acampado em frente a prefeitura Manifestantes acampado em frente a prefeitura
Lucas Dias/GP1 14 / 18 Manifestantes soltando foguete Manifestantes soltando foguete
Lucas Dias/GP1 15 / 18 Moradora do bairro Alto do Vale Moradora do bairro Alto do Vale
Lucas Dias/GP1 16 / 18 Moradores do Alto do Vale Moradores do Alto do Vale
Lucas Dias/GP1 17 / 18 Mulheres na luta Mulheres na luta
Lucas Dias/GP1 18 / 18 Manifestação contra uma ordem de despejo Manifestação contra uma ordem de despejo

No início da tarde desta terça-feira (23), o trânsito nas avenidas Frei Serafim e João XXIII ficou bastante congestionado devido a uma manifestação no início da ponte Juscelino Kubitschek, que liga o Centro à zona Leste da capital. Manifestantes atearam fogo nas proximidades do prédio da Agespisa e seguiram em direção à Prefeitura Municipal de Teresina. Moradores do Alto do Vale, nas proximidades do bairro Vale do Gavião, na zona Leste de Teresina, iniciaram a manifestação contra uma ordem de despejo da comunidade, que foi montada através de invasão.

De acordo com uma moradora do Alto do Vale, identificada apenas como Joselene, já são cerca de 400 famílias morando na comunidade. Ainda segundo a moradora, a Prefeitura de Teresina planeja fazer o remanejamento das famílias para a zona norte.

“A gente quer a posse, quer ficar lá. Aí a prefeitura e os órgãos querem mandar a gente para ‘Andara dos Cocais’, na zona norte. Lá já foi uma invasão e a prefeitura está cuidando, é só o lote, não é casa, querem jogar a gente lá”, afirmou Joselene, que acrescentou: "vamos fazer quatro anos lá, tem casa com tijolo. A gente já mora há muitos anos, resumindo: querem tirar a gente da lama para ir para o esgoto”, desabafou a moradora.

Ordem de despejo

O manifestante Douglas Moraes, do grupo Luta Popular, contou que mesmo em negociação, a ordem de despejo não foi suspensa e a qualquer momento os moradores podem ser despejados.

“A gente está vindo agora de uma audiência do Ministério Público onde estavam presentes a Coronel Júlia, a doutora Miriam Lago, doutor Igor, da defensoria e representantes da prefeitura, da SDU e SEMDUH. Lá ficou colocado que vai ser feito um cadastro para essas famílias. Tem uma proposta para ser apresentada para redirecionar elas para uma outra área, que é a Andara dos Cocais”, afirmou Moraes.

“Qual é o problema? O problema é que a ordem de despejo que está sobre a cabeça dessas pessoas não foi suspensa, então a qualquer momento eles podem estar em um processo de negociação e a ordem de despejo ser executada. Então viemos aqui solicitar do prefeito que ele exija da justiça a suspensão da ordem de despejo”, continuou o manifestante.

Negociações

Segundo a Comandante do Gerenciamento de Crises da Polícia Militar, Coronel Júlia Beatriz, a prefeitura se disponibilizou a fazer a transferência dos moradores para outro local e acha que a manifestação é “desnecessária”.

“Foram feitos alguns acordos na reunião, que eu acho desnecessário isso aqui. Porque lá a prefeitura já se disponibilizou a transferir para outro local, o defensor, que é o advogado deles, já entrou com o agravo e vai solicitar que o desembargador entenda que eles estão precisando só de um prazo para que a transferência seja feita. A Prefeitura está cadastrando as famílias que realmente podem se enquadrar em projetos. Então tá sendo tudo encaminhado. Eu acho desnecessário”, afirmou.

Quando questionada sobre uma das reclamações dos manifestantes, de que a prefeitura quer levá-los para lugares apenas com lotes de terra, a coronel Júlia explicou.

“A prefeitura não dá uma casa, eles têm que fazer parte de um projeto. Vai dar o terreno e eles podem levar o material. A gente faz esse acompanhamento quando a gente vai cumprir a reintegração. Lógico, não é 100%, mas a gente dá o tempo deles tirarem o material. As negociações estão avançando e eles mesmo estão emperrando que avancem mais ainda”, explicou.

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