Condenado por tráfico o presidiário Francisco José da Silva, vulgo Biô, de 60 anos, foi executado a tiros no início da tarde desta quarta-feira, 28, em Picos, poucas horas após deixar a Penitenciária Major César Oliveira, onde cumpria pena no regime semiaberto. Ele havia sido beneficiado com o indulto de páscoa e estava se dirigindo para a casa de familiares, quando foi morto.
Segundo as primeiras informações, o crime aconteceu por volta das 13h40 de hoje na rua São Jorge, que dá acesso ao bairro Aerolândia, onde reside uma filha da vítima. Ele subia a ladeira a pé com uma mochila contendo os seus pertences, quando foi surpreendido por uma dupla que andava numa motocicleta.
- Foto: Jésika Mayara
Crime desperta atenção de vários curiosos
Biô foi alvejado por disparos de arma de fogo e morreu no local. Minutos após o crime, dezenas de curiosos se aglomeraram em torno do local, que somente foi isolado com a chegada da Polícia Militar. A Polícia Civil foi acionada para fazer e perícia e vai abrir um inquérito para apurar as causas do assassinato, motivação e identificar o possíveis autores.
Biô era tido do motorista Francisco Fernando de Moura Silva, vulgo Fernando da Gata, executado a tiros na noite de 17 de janeiro de 2014 no Bar do Gingada.
Acusado de tráfico de drogas Biô havia sido preso na noite de 23 de julho de 2013, durante uma operação realizada por policiais militares no bairro Malvinas. Fazia seis meses que ele cumpria pena em regime semiaberto e fora beneficiado com o indulto da páscoa, mas acabou sendo executado a caminho da casa de familiares.
Dois anos antes da última prisão, Biô já havia sido detido em uma operação da Polícia Civil e levado para a Penitenciária Regional “José de Deus Barros”, onde permaneceu recolhido por mais de seis meses.
Homicida
Segundo apurou a reportagem do GP1, além do tráfico de drogas, Biô já tinha cumprido pena por outros crimes. Ele fora acusado de cometer um assassinato na cidade de Arcoverde, estado do Pernambuco e de outro homicídio em Picos.
Este último homicídio ocorreu por volta das 3h30 da madrugada de 10 de outubro de 1999, na boate Casa Amarela, que à época funcionava próximo ao Hospital Regional Justino Luz. A vítima foi o estudante Jomásio dos Santos Barros, filho do médico e ex-prefeito de Bocaina, José Luís de Barros (já falecido) que foi morto com três tiros de revólver calibre 38.
Após praticar o crime Biô fugiu para São Paulo e foi preso mais de um ano depois. Mesmo alegando legítima defesa, ele foi submetido a julgamento pelo Tribunal Popular do Júri da Comarca de Picos em abril de 2001 e condenado a 13 anos e seis meses de reclusão. Depois de cumprir mais de seis anos da pena, foi submetido a novo julgamento pelo Júri Popular e acabou absolvido.
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